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12 de agosto de 2007

à tout propos (274)

Apetece fazer nada. Muito menos dizer. Ainda menos pensar. Não apetece e pronto! Porque a vida é feita de apetites e horas para os ter, hoje não se janta!

10 de julho de 2007

à tout propos (272)

Talvez tivesse sido uma paragem de digestão, azia ou simplesmente atavismo. Daquele assim, digamos… prosaico, mesquinho e abespinhado com normalidades ultrapassadas há que séculos pela modernidade. Há sujeitos assim… ou melhor, predicados armados em sujeitos que se incomodam gravemente com, por exemplo, a música ambiente seleccionada para acompanhar a jantarada camone no nobre tabuleiro central da Praça de Giraldo. Para que estes senhores vindos lá do estrangeiro levem uma imagem de modernidade do país, nada como pregar-lhes com Enter Sandman dos Mettallica, a rufar pratos, talheres e com um bocadinho de sorte, a embelezar uma cena de pancadaria à antiga, para entreter a malta.

Mas para que nada faltasse, momentos depois, as cordas vocais dos do Teatro Regional da Serra do Montemuro e a atenção dos transeuntes eram postos à prova pelos automóveis, pelas motorizadas das pizzas e por galinhas vestidas com roupa de gente; pela tagarelice e pelo ruído, ou eram espanhóis ou galinhas. Disso tenho eu a certeza.

Felizmente, a Região de Turismo de Évora está muito atenta à qualidade, competências e profissionalismo dos operadores da restauração em Évora. Felizmente que a peça Splash do TRSM não foi exibida no separador central de uma auto-estrada.

8 de julho de 2007

à tout propos (271)

É conhecido o mau-gosto da «generalidade» das pessoas. Eleger para melhor português de sempre um louco, responsável pelo afundamento da dignidade, emancipação e intelectualidade de um povo (o que restava), só pode ser uma escolha de mau-gosto. Compreende-se agora por que razão no concurso das 7 maravilhas de Portugal, não haviam portugueses em concurso ou, o povo em geral, enquanto entidade abstracta. É, no mínimo, triste, reduzir as maravilhas de um país a alguns monumentos históricos; antes a vizinha do 7º-A, o pão alentejano ou o pastel de nata...

22 de junho de 2007

à tout propos (270)

Que tipo de justificação podem dar os apoiantes de Hugo Chavez, para as atitudes verdadeiramente autocráticas e fascistas como a que o levou a encerrar a Rádio Caracas Televisión, por exemplo? Não só estimula o culto do chefe enquanto figura messiânica, libertadora do jugo americano como decreta o unanimismo através da propaganda e censura. Verdadeiramente arrepiante, por exemplo, o programa televisivo que apresenta ao domingo. Terá a veleidade de, ele próprio, criar a sua própria religião que, de resto, andará arredada do comunismo que invoca abusivamente e em vão? Entretanto, quem libertará depois o povo venezuelano do jugo chavenho? Os americanos? Valha-nos deus...

19 de junho de 2007

... à tout propos (269)

As diferenças de opinião costumam gerar outras, frequentemente mais ricas se, pela síntese do conflito (no mínimo, para um dos interlocutores); ou, pelo menos, mais avisadas; ou, pelo menos ainda, mais... convictas.

à tout propos (268)

Sobram tapa-olhos de cristal opaco neste lugar opressor e empenhado no seu próprio torpor. É francamente maçador. Um mal geral de que não nos podemos queixar, mesmo se atinge democraticamente pobres e ricos, feios e belos, novos e velhos. Insuportável seria haver alguém simultaneamente belo, inteligente, sensível, rico, pragmático, idealista, carismático, solidário, fiel [...] e ainda, com uma visão periférica de 360º sem precisar para isso, do olho do cú. É o que há!

11 de maio de 2007

à tout propos (267)

Esta parece ser a máxima bradada pelas maternidades privadas. Claro que a qualidade de vida paga-se... mas os clientes saem satisfeitos, pois não têm que se cruzar com minorias étnicas ou desvalidos.
... além do mais, as maternidades privadas são locais onde há lugar para todos; necessariamente para os cirurgiões plásticos pois a tirania dos biquinis não perdoa.
Mas também há a outra versão: como não há subsídio de risco (expresso em unidades monetárias), os obstetras defendem-se assim do intolerável questionamento a que são sujeitos por pais descontentes porque o menino não trazia olhos azuis ou porque à idade de 13 anos descobriu ser sexualmente invertido...

7 de março de 2007

à tout propos (264)

É bom saber que andam juízes portugueses por esse mundo fora a dar «lições de democracia». Pena é que as não consigam dar em solo nacional.

à tout propos (263)

Vale a pena espreitar a comemoração dos 50 anos da RTP. É comovente, a felicidade incontida estampada naqueles rostos. É comovente também olhar para o país real, embora não tanto espectacular.

19 de fevereiro de 2007

à tout propos (262)

Quando o povo se manifesta ao lado de autoridades, é porque algo vai realmente mal. O fecho de serviços de urgências é disso um sintoma. O ministro que se acautele...
Por outro lado, é interessante ver como as palavras de ordem comunistas «o povo/unido/jamais será vencido», são resgatadas da memória quando se dão usurpações de direitos conquistados, mesmo em terras galegas. Há, afinal, um legado patrimonial gerido consoante as conveniências ou consoante a total ignorância.

12 de fevereiro de 2007

à tout propos (261)

Com a nova lei da interrupção voluntária da gravidez a ser regulamentada pela Assembleia da República, o aborto clandestino tenderá a desaparecer das instituições públicas de saúde, o que, por si só, é bastante vantajoso porque a partir de agora não há cão nem gato que não queira abortar. Pelo menos uma vez na vida.

8 de fevereiro de 2007

à tout propos (260)

Esta não tem nada a ver, mas a Câmara Municipal de Redondo está a promover estágios profissionais com a duração de um ano, nas áreas de psicologia, economia e gestão, engenharia informática. Até 14 de Fevereiro...

2 de fevereiro de 2007

à tout propos (259)

Em Xangai, o excelso Primeiro-ministro José Sócrates enaltecia a extraordinária energia e vitalidade daquela cidade chinesa, evocando as similitudes entre os dois países e os resvaladiços laços que os unem. Um olhar atento que estilhace preconceitos sulcados e prudências parolas, permanentemente agastadas com a dimensão descomunal, recursos naturais e costumes chineses, abre as portas para seguir referencialmente tão sofisticado raciocínio exibido pelo Sr. Ministro-primeiro. Homem de rupturas. À luz deste princípio, as parecenças, entre Xangai e qualquer cidade portuguesa são cristalinas. Basta pensar na mão-de-obra barata. O ministro da economia há-de lembrar-se de mais. É dar-lhe tempo que o homem chega lá.

30 de janeiro de 2007

à tout propos (258)

A campanha do referendo sobre o aborto começou hoje. O pontapé de saída, deu-o o Ministério Público ao promover uma conferência entre os pais adoptivo e biológico da menina «sequestrada», procurando definir a sua guarda. O Estado procura assim redimir-se dos seus sucessivos erros perpetrados por instituições como a Segurança Social e os seus irresponsáveis tribunais. O que não se teria evitado se a lei a referendar no próximo dia 11 de Fevereiro, tivesse sido aprovada há cinco ou seis décadas atrás...

18 de janeiro de 2007

à tout propos (257)

Anda um homem a esfalfar-se de sol a sol, convencido que vai deixar a sua marca como os cãezinhos fazem nas árvores, postes e tampas de madeira protectoras do chi-chi que o mais zeloso e idóneo português aplica nas rodas do carro, para uma cambada de beatos rastejantes, torpes e alarves lambões, menorizarem o homem, arguindo não ser o seu contributo “adequado e consistente”? O que seria então adequado para o grupo parlamentar socialista? A institucionalização desse fartar vilanagem cujo epicentro há-de estar localizado na mais distinta escola de crápulas do país?