Quando, na altura, Jardim Gonçalves preparou a sua sucessão no BCP, abrindo caminho a Paulo Teixeira Pinto, ficou a pairar no ar um processo exemplar em que o poderoso accionista abdicava do poder em nome da renovação. Hoje, as coisas não parecem tão claras. Isso mesmo se pode depreender da queixa-crime que a Comissão do Mercados de Valores Mobiliários apresentou na Procuradoria Geral da República.
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27 de junho de 2008
20 de junho de 2008
à tout propos (295)
A boa notícia do dia: a União Europeia decidiu levantar as sansões a Cuba.
A outra boa notícia: Scolari vai ter mais tempo para preparar o Chelsea.
A má notícia: amanhã, muita gente vai andar de trombas.
12 de junho de 2008
à tout propos (294)
O governo pareceu compreender a tempo as implicações desta paralisação e embrulhou o recado relativo à capacidade de mobilização civil, neste caso de grupos profissionais. Fez o que tinha a fazer. Digam o que disserem os puristas quanto à legalidade desta acção. E pode muito bem apanhar a boleia para pôr fim a privilégios obscenos que o Estado continua a alimentar. Aí sim, dará um sinal claro aos governados a respeito de reformas que se tornaram bandeiras deste governo e não passaram do campo das intenções.
11 de junho de 2008
à tout propos (293)
O constitucionalista Bacelar Gouveia admite que o governo recorra ao estado de emergência, caso a paralisação dos camionistas prossiga, numa altura em que os stocks de combustível nas estações de serviço está à beira da ruptura. Não deveria(m) o(s) governo(s) ter(em) pensado nisso antes? Antes que a crise ameaçasse roer os calcanhares aos grandes e aos poderosos? Só se lembram de Santa Bárbara quando faz trovões...
20 de maio de 2008
à tout propos (292)
Na página do Governo Civil de Évora, Moura fica no Distrito de Évora. Esta é uma importante mais-valia para o distrito e um sinal inequívoco do governo quanto aos investimentos realizados no interior do país. Trata-se, seguramente, de uma espécie de milagre do pão, uma vez que, por exemplo, só com a central fotovoltaica da Amareleja, o governo garante a duplicação de um investimento de cerca de 250 milhões de euros.
Ainda de acordo com a página na internet do Governo Civil de Évora relativa ao associativismo, a centenária Sociedade Harmonia Eborense não existe (fundada em 1849), apesar de ser possível encontrar associações tão díspares quanto a Associação Portuguesa de Utilizadores de Lego, a Igreja Pentecostal Assembleia de Deus Luso Brasileira ou, por exemplo, a Associação de Estudantes do Instituto Universitário de Évora. A existência desta última colectividade é intrigante, pois o referido instituto foi extinto com a re-instalação da Universidade de Évora, em 1979. Defendem ou fazem o quê?! Jantares marialvas animados pelo Mico da Câmara Pereira e pelo António Pinto Bastos?
11 de maio de 2008
29 de abril de 2008
à tout propos (290)
Rui Pereira, ministro da Administração Interna, afirmou que é "desaconselhável" que apenas um único agente esteja presente numa esquadra de polícia. Concordo. Um só para abrir e fechar as portas é pouco. Um que as abra e outro que as feche, para que não restem dúvidas de que há lá gente.
17 de abril de 2008
à tout propos (289)
Informações de última hora garantem que dois inspectores da ASAE partiram esta manhã para Washington para se certificarem que todos os procedimentos de higiene e segurança serão observados quando a filha de George Bush se recolher aos aposentos no dia 10 de Maio, depois da boda. Como todos os pais, também o presidente americano gostaria de poder dar aos seus filhos aquilo a que ele não teve direito já que, antes de conhecer a actual esposa, o jovem George praticou arduamente com uma marrã que o pai tinha numa das herdades texanas.
Contudo, os inspectores nomeados mostraram-se extremamente preocupados com o cenário que poderão vir a encontrar em caso de, como se diz, confirmarem que a garota tem o hábito de consumir rolos de carne não embalados à socapa do noivo.
28 de fevereiro de 2008
à tout propos (288)
Os deputados portugueses no Parlamento Europeu são tudo malta honesta porque não estão envolvidos no caso de fraude. Mas também não «aparecem»...
26 de fevereiro de 2008
à tout propos (287)
A actual configuração territorial do trabalho modelou a tradicional em virtude das novas acessibilidades viárias e das novas opções em transportes colectivos. Hoje, é possível trabalhar a 100 quilómetros de distância sem pernoitar na localidade de acolhimento. Beneficiando apenas das primeiras, sou forçado a deslocar-me entre a zona de residência e a do local de trabalho, em viatura própria. São 75 quilómetros diários.
Essa frequência obriga-me a actualizar as minhas obrigações para com todos nós (vulgo Estado), a um ritmo francamente superior ao da maioria das pessoas, sempre que meto gasóleo no automóvel (ambientalmente mais poluente, financeiramente menos dramático).
Mas essa visita recorrente ao bar dos automóveis não representa só infelicidades. O relacionamento humano com os operadores das estações de serviço sai reforçado e permitimo-nos, por vezes, um ou outro comentário adicional ao vulgar «foi na bomba 5» e «muito obrigado».
Hoje, ao notar que a consola de um leitor de cartões de pontos apresentava um erro ortográfico, tratei de explicar pedagogicamente ao senhor que talvez devesse alertar a sua entidade patronal. De forma diligente e prática, o senhor respondeu de imediato: «isso não é [responsabilidade da] a minha empresa, é a empresa dos cartões».
Se este simpático senhor fosse um trabalhador do sector público, ainda estava a levar «porrada» de toda a gente e justificaria uma notícia na TVI sobre prestação de maus serviços públicos. Mas não, tratava-se apenas de um trabalhador cujos baixos rendimentos tudo desculpam. Como se no sector público todos fossem pagos como os administradores de empresas públicas.
7 de fevereiro de 2008
à tout propos (286)
Estes anúncios de intenções de medidas anti-corrupção lembram o pesaroso gato, cujo alarido é de tal ordem como para pôr os ratos, de barriga cheia, em tranquila fuga...
28 de dezembro de 2007
à tout propos (285)
O nosso corpo republicano de segurança, a GNR, alvitrou punições implacáveis aos infractores do código da estrada durante a tradicional «Operação Ano Novo». A promessa de esquartejamento das finanças familiars e do que resta à maioria dos portugueses para comprar comida, é particularmente ameaçadora para os condutores surpreendidos sob o efeito de álcool e drogas. Isto, claro, se excluirmos os carros diplomáticos, os deputados, os ricos, os primos, os tios, os amigos, as amantes e todos os colegas das forças policiais que, nessa altura, ostentam normalmente o cartão de identificação junto ao selo do seguro.
O normal, portanto.
19 de dezembro de 2007
à tout propos (284)
Hoje não almocei. Fiquei à espera que alguém da ASAE me viesse explicar como me sentar sem tocar na cadeira.
2 de dezembro de 2007
à tout propos (283)
Ao anunciar a construção de uma autoestrada com portagem que ligará Sines a Beja, o governo deu provas de uma invulgar sapiência: anular de antemão a mais-valia que representaria para as transportadoras uma ligação do porto de Sines à Europa.
12 de outubro de 2007
2 de outubro de 2007
à tout propos (281)
Da esquerda à direita, todos acham que Portugal tem um sistema eleitoral democrático e justo que privilegia a igualdade política, saída da revolução de Abril. Típico, Portugal é um país de descobridores.
1 de outubro de 2007
à tout propos (280)
Como na vida há determinados acontecimentos que, por força da sua natureza, reificam obstinadamente o que os franceses designam pomposamente de dejà vu - ou, mais prosaico, «já visto» - uma farândola de militantes sociais democratas juntou-se à chusma do costume, nesse acto solene que se segue a uma vitória eleitoral: o beija-mão ao novo messias. Pelo sim, pelo não e antes que cheirem a terra, que se recolham os figos do chão.
20 de setembro de 2007
14 de setembro de 2007
24 de agosto de 2007
à tout propos (277)
No seguimento do post de ontem e porque hoje é o meu aniversário, ganhei o direito a dizer mais qualquer coisinha. Até há bem pouco tempo, vigorava uma aproximação de Estado-Providência, inspirado nos modelos escandinavos, embora adaptado à sacola do bando de monarcas que nos governam há séculos. Portanto, um Estado-Providência escandinavo, no pagamento de impostos; siciliano, na igualdade de acesso; americano, nos benefícios retirados; e, angolano, na corrupção. Perante o que temos visto, daqui para a frente é perfeitamente admissível que o nosso modelo passe a inspirar-se também na sub-cultura texana.
E entretanto, o manso povo sempre se tem mostrado solidário para pagar os desleixos, caprichos, mordomias e luxúrias das classes dirigentes, independentemente das ideologias mais libertadoras, igualitárias ou fraternas que publicamente defendam; esses que, alinhados na suprema defesa dos interesses dos respectivos partidos, lhe negam a liberdade e autonomia. Ao verdadeiro povo que desconhecem e não o povo romanticamente criado por burgueses de toda a espécie e pseuso-ideologias.
E entretanto, o manso povo sempre se tem mostrado solidário para pagar os desleixos, caprichos, mordomias e luxúrias das classes dirigentes, independentemente das ideologias mais libertadoras, igualitárias ou fraternas que publicamente defendam; esses que, alinhados na suprema defesa dos interesses dos respectivos partidos, lhe negam a liberdade e autonomia. Ao verdadeiro povo que desconhecem e não o povo romanticamente criado por burgueses de toda a espécie e pseuso-ideologias.
PS: outra coisinha. Ao rejeitar as conclusões do Tribunal Administrativo sobre o estabelecimento pelo governo, de serviços mínimos em época de exames, a FENPROF vem a público dar mostras de alguma boçalidade, revelando que se está perfeitamente a cagar para os alunos. Seria exactamente o mesmo que o pessoal da saúde abandonasse o serviço de urgência de um hospital, apenas para reivindicar os seus superiores interesses. Há muitas formas de luta que foram descobertas entretanto, mais sensatas e mais eficazes...
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