15 de setembro de 2010
A Ascensão Política da Ralé
14 de maio de 2010
Bruna Real, a professora «imoral»
... e depois?!
8 de janeiro de 2010
Conquista de direitos civis no século XXI
31 de dezembro de 2009
Alguns escravos clássicos
29 de dezembro de 2009
«Meu filho, minha independência»
PS: Washington Alves é pai do defesa central do FC Porto, Bruno Alves.
28 de dezembro de 2009
Casamento homossexual - uma questão de direito
- Nada contra! Eu próprio sou praticante!
PS: com os rios de tinta que têm corrido e perante tamanha hipocrisia, nem sei para que me dou ao trabalho de escrever sobre este assunto. Neste caso, estou de acordo com a opção do governo, caso o projecto de lei venha a ser aprovado no Parlamento. Seria uma profunda idiotice referendar o assunto. Por uma razão muito simples (para além da legitimidade do governo, uma vez que esta é uma proposta sufragada de antemão por uma maioria nas urnas): esta é uma medida que diz respeito a direitos de uma parte da população, não tendo objectivamente qualquer interferência na vida dos restantes. Para além de se correr o risco de banalizar os referendos - locais ou nacionais - a consulta pública deve incidir sobre alterações de fundo na vida da totalidade das populações com repercussões nos direitos e deveres de cada um. Por isso, ao ser referendada, a legalização da interrupção voluntária da gravidez foi objecto de uma insensata decisão política.
15 de setembro de 2009
O que é a democracia?
30 de julho de 2009
Separar as águas
26 de maio de 2009
Quem quer ser mentiroso?
25 de maio de 2009
Moura Guedes desafia Marinho Pinto
Convence a entrega dos dois talentosos artistas. Sabedor das águas em que navegaria, Marinho Pinto não enjeitou o convite e participou com assinalável desenvoltura no talk-show de Manuela Moura Guedes. Não estranhamos a prestação de Marinho Pinto, conhecido por qualidades aparentemente inconciliáveis como a de espalha-brasas inconsequente e Bastonário da Ordem dos Advogados.
A decadente apresentadora foi ao chão no segundo round para não mais se levantar. Todavia, os objectivos da estação de televisão foram claramente superados. A estação de televisão que começou com ampla participação financeira de forças ligadas à Igreja está de parabéns por ter captado tão bem a natureza do povo que ajudou a criar.
Não obstante este sucesso da TVI, lamentamos que a Entidade Reguladora da Comunicação e a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista continuem passivas perante o enxovalho que é dado na profissão de cada vez que a fulana escancara a boca viperina.
Mas só lamentamos um bocadinho pequenino porque depois vinham as acusações de fascismo e o diaboasete.
25 de abril de 2009
25 de Abril
Contam-se mecanicamente os anos que passam sobre os tempos em que um projecto doméstico de emancipação e esperança nos caiu do céu proveniente da Pontinha, de Santarém e lá dos confins de gerações oprimidas e desrespeitadas. Veio por avião e de barco desde África. Forjou-se pelo desejo de sermos iguais aos outros povos europeus porque nos identificávamos com eles. O desejo de termos direitos e garantias respeitados. E de nos ajudarmos mutuamente para o conseguir. Um desejo, enfim, matizado pela meta de melhorar a condição de um povo. Mas o projecto foi contaminado, pela inevitabilidade da cultura e pelo mau uso das ideologias. Hoje, é celebrado com um travo amargo de impotência, de incontida insatisfação e, por vezes, dispensando-lhe exéquias como a um defunto. As mesmas que, em clara afronta, são identificadas na atitude do presidente da Câmara Municipal de Santa Comba Dão por decidir homenagear um ditador num dia de liberdade. Entre avanços e recuos, trinta e cinco anos mecanicamente contados, o projecto democrático continua a ser o mais razoável, cabendo-nos a todos zelar por ele. E entendê-lo muito para lá da exiguidade temporal das nossas existências. Muito para lá do frio que faz lá fora.
10 de março de 2009
Fantoches de S. Bento
12 de fevereiro de 2009
Fumo e homossexualidade
Neste assunto delicado para a própria Igreja e para a clausura a que se sujeitam alguns indivíduos em mosteiros, praticamente isolados do mundo não fora a fé e o companheirismo desinteressado… sobrevém uma analogia perniciosa e malandra com a interdição de fumar. Pois... quem são os mais bravos soldados da causa anti-fumo senão aqueles que passaram por essa «hedionda» e «asquerosa» experiência durante anos?
10 de fevereiro de 2009
Dentro da noite veloz: um balanço do FSM de Belém
14 de janeiro de 2009
A diferença, está no chocalho...
10 de dezembro de 2008
Uma promessa por cumprir
Mas os progressos terão sido alguns. Há precisamente um ano, quando Kadhafy esteve acampado em Portugal por ocasião da Cimeira UE-África, o seu staff fez publicar, entre outras coisas numa página inteira do jornal Público, a seguinte frase enigmática: «o perigo das armas metralhadoras contra os seres humanos baseia-se no seu uso exagerado na morte colectiva».
Espero, francamente, que toda esta abnegação esteja a dar resultados e que não se exagere no uso da metralhadora quando há necessidade de fazer umas limpezas colectivas. Certamente que os gajos no Darfur seguiram o apelo deste bom homem.
Hoje comemora-se o quê?!
9 de dezembro de 2008
Coacção legítima dos Estados
Amanhã comemora-se o sexagésimo aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem (DUDH). Naturalmente que a DUDH é subsidiária do espírito emergente dos ideais iluministas, cujos primeiros exemplos serão certamente as constituições dos EUA (1787) e de França (1791).
Estes ideais estão na base da construção do Estado Moderno e foram vertidos para a Lei Internacional que rege as relações entre os povos. Embora não fosse universal, no sentido da aplicabilidade, a DUDH passou a ser universal enquanto desiderato a atingir. Foi subscrita e conservada por países como o Zimbabué, antes e depois da descolonização.
Para que a Lei Internacional fosse observada e os direitos dos povos garantidos, foi igualmente vertida para a ONU a figura da coacção legítima, neste caso, alimentada pelos Estados.
A meu ver, a ingerência nos assuntos dos Estados nacionais termina quando o povo de um país não encontra outra coisa no Estado senão repressão e a não satisfação de necessidades primárias se deve à acção directa e voluntária dos governantes.
5 de setembro de 2008
A democracia angolana está de «parabéns»
24 de junho de 2008
Ao pé de Mugabe, Salazar era um menino de coro
Enquanto um clima de repressão e terror se agrava, a comunidade internacional observa atónita, com a mesma perplexidade com que observou o Ruanda. É, também, nesse patamar de hipocrisia e lassidão que está o governo português o qual, na relação com o Zimbabwe, não tem a coragem de assumir peremptoriamente a rectidão e honra que, estou convencido, caracterizam o povo que o governo representa. Em situações como esta, é manifestamente improvável que alguém, guiado por princípios democráticos e humanistas, se reveja quer na diplomacia portuguesa quer na diplomacia europeia.
E, convém reafirmá-lo, nesta matéria a ONU é e continua a ser uma farsa.
A Morgan Tsvangirai não resta muito mais senão esperar por um apoio que não há-de chegar certamente da comunidade internacional. Essa está mais concentrada em resolver os probleminhas do seu pequeno mundo material.


