Os jornais já falam em crise política. Não pondo de parte a crise de valores políticos e de actores políticos, e se falássemos todos em crise no jornalismo de qualidade?
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24 de setembro de 2010
3 de agosto de 2010
A rainha de Inglaterra até tem menos poderes, desde que foi impedida de usar coroas com mais de 20 kg em pedras preciosas
Depois de ter lamentado dispor de poderes que não ultrapassam os da rainha de Inglaterra, o Procurador Geral da República foi chamado a dar explicações ao embaixador inglês. A soberania britânica sente-se diminuída pelas declarações de Pinto Monteiro e é previsível que Londres faça novo Ultimato a Portugal: ou Pinto Monteiro pede desculpa e beija a mão do embaixador enquanto dança o fandango de bikini ou a rainha de Inglaterra anexa Portugal.
Crê-se que, caso a Coroa Britânica reivindique Portugal, o cargo da Procuradoria Geral da República deva passar a ser detido por Isabel II (para que não restem dúvidas sobre a importância dos cargos). Até que em Portugal seja restabelecida a subserviência nacional, a qual dá corpo ao legado de boas relações entre os dois países.
2 de março de 2010
O pasquim do filho de Sofia
A figura de um ex-inspector da polícia judiciária envolta em suspeições de tortura, obsessão psicótica e oportunismo, não está seguramente no top das personalidades que inspiram mais confiança e simpatia. Mas aquiescer na participação do mais recente pasquim da televisão portuguesa - apresentado pelo filho de Sophia de Mello Breyner - para ser julgado na praça pública por um energúmeno que não vê para lá do seu umbigo, acabou por gerar o efeito inverso ao pretendido e reabilitar, de alga forma, Gonçalo Amaral. Em profunda divergência com a independência e com a intelectualidade que tanto invoca, o filho da poetisa presta um profundo mau serviço ao país.
12 de novembro de 2009
19 de outubro de 2009
Biografia de um paraquedista
Nascido em Lisboa, João de Deus Pinheiro doutorou-se em Inglaterra, foi deputado, ministro, comissário europeu, deputado europeu, administrador de empresas públicas e reitor na Universidade do Minho (entre outros). Foi também pelo círculo eleitoral de Braga que foi eleito deputado recentemente. E tomou posse. Mas não aguentou a pressão de regressar à terra natal.
Reflectiu demoradamente e, meia-hora depois, decidiu renunciar ao cargo para descanso de todos os eleitores que votaram no PSD. Para quem as «decisões da líder eram as suas», as quais se alicerçam numa «política de verdade», talvez devesse ter aguardado mais outra meia-hora para não dar tanto aquele ar de filhadeputice a que alguns os políticos deste país têm habituado os eleitores.
10 de setembro de 2009
As novas roupas do Kent
8 de setembro de 2009
O rendez-vous suspeito de Luís Amado
Dos britânicos já se esperava que não fizessem finca-pé por motivos éticos e valores morais: se há outros interesses mais apetecíveis, os britânicos não vêem por que não hão-de ser pragmáticos. Aconteceu em 1534 com a «extravagância» de Henrique VIII ao pretender anular o casamento para se casar em segundas núpcias com Catarina de Aragão, possivelmente uma febra muito apetitosa. A pretensão do monarca não foi satisfeita pelo Papa Clemente VII, valendo a separação da Igreja Anglicana de Roma. Aconteceu recentemente, também, com a libertação de Abdelbaset Ali Mohamed Al-Megrahi, o líbio condenado a prisão perpétua pelo atentado em Lockerbie que, em 1988, vitimou 270 pessoas. Desta vez, os interesses petrolíferos na região deverão ter sido razão suficiente para esquecer aquilo que, nesta altura, os políticos britânicos considerarão detalhes e pormenores insignificantes...
Mas do ministro dos negócios estrangeiros português, Luís Amado, confesso que esperava alguma seriedade que, de resto, tem-no caracterizado nesta sua passagem por um governo meio descabelado.
Kadhafi, líder de um regime autoritário [acusado por muitos de favorecer e financiar o terrorismo internacional e homem de um mau gosto memorável] comemorou os 40 anos do golpe de estado que transformou a Líbia numa oligarquia autoritária e popularucha de pendor monárquico.
Se a validade moral do interesse estratégico de Portugal na coutada de Kadhafi não me deixa confortável, não me lembro de nada mais adequado senão reproduzir a sentença proferida pela também socialista Ana Gomes: "a presença de Luís Amado envergonhou-nos (...) não há interesses económicos ou outros que o justifiquem".
Nestas questões não podem existir dilemas morais para o ministro nem para os portugueses! Caso contrário seria lícito aceitar o dinheiro de narcotraficantes ou de organizações terroristas para financiar programas educativos ou o equipamento de unidades de saúde. Salvar vidas com o dinheiro que resulta da matança de outras não é opção.
26 de agosto de 2009
A-gosto
Apesar de sugestivo, A-gosto é assim mesmo, sensaborão. Neste mês em que o circo abranda e os fait-divers são primeira página dos jornais, valem-nos os incêndios, os casos de justiça popular e os acidentes de viação em França. Num ano normal, seria de facto assim... Caso não estivéssemos às portas de duplo acto eleitoral e caso o actual executivo não sentisse que afinal está a jogar nesta altura muito mais do que há quatro anos atrás poderia supor. Assim, sucedem-se as tolices que, não sendo de Verão, integram o vistoso escaparate a sortear nos próximos dias 27 de Setembro e 11 de Outubro. Há para todos os gostos.
19 de agosto de 2009
Naif
Confesso que não morro de amores pela onda naif mas sinto-me emocionado pela paixão, sofreguidão, indignação e nfalrnfamção que evoca. Por vezes, chego a cortar os pulsos.
17 de agosto de 2009
Caça aos grilos
Quem, na sua infância, não passou por uma vez que fosse, pela epopeica experiência de caçar grilos? Bom, pelo menos aqueles que tiveram o privilégio de viver ou brincar no campo ou ainda, em última análise, visitar familiares residentes em meio rural, puderam ter essa magnífica oportunidade.
Recordo que, normalmente, juntava a diversão com a concentração colocada na arte de enganar o bicho. Primeiro, com uma palhinha. Se não resultasse essa técnica da comichão, uma boa descarga de urina haveria de expulsar o artista do seu reduto. Aí, raramente me escapava. O destino dos grilos era invariavelmente o mesmo porque naquele tempo dava-se valor à cantoria, mesmo que fosse ininteligível.
Hoje, sem grilos na gaiola, continuo a dar valor à cantoria.
Recordo que, normalmente, juntava a diversão com a concentração colocada na arte de enganar o bicho. Primeiro, com uma palhinha. Se não resultasse essa técnica da comichão, uma boa descarga de urina haveria de expulsar o artista do seu reduto. Aí, raramente me escapava. O destino dos grilos era invariavelmente o mesmo porque naquele tempo dava-se valor à cantoria, mesmo que fosse ininteligível.
Hoje, sem grilos na gaiola, continuo a dar valor à cantoria.
14 de agosto de 2009
Não tenho paciência
Dei uma curta volta por alguns blogues empenhados em mostrar o lado sofisticado e superior da cultura urbana, na qual campeiam as gentes com bom gosto e obcecadas pelas futilidades do costume, tipo «consciência social», os realizadores de cinema, os gostos dos outros, a última moda urbana, a poesia depressiva e outros tiques burgueses mascarados por um socialmente aceitável pós-materialismo.
Foda-se! E se fossem úteis?
Foda-se! E se fossem úteis?
13 de agosto de 2009
Chuva civil não molha militar!
Em Fátima não há um plano de contingência para combater a gripe A.
A passividade dos eclesiásticos é intrigante. Decerto têm algum milagre na manga...
A passividade dos eclesiásticos é intrigante. Decerto têm algum milagre na manga...
29 de julho de 2009
Próprio para adolescentes imberbes
Fernando Alvim, popular locutor da Antena 3, dj frequentador de locais de gosto duvidoso e apresentador de televisão com as mesmas expectativas de singrar na televisão que o Mantorras tem no Benfica, convidou para seu entrevistado Vasco Graça Moura. Seguindo uma temática com a qual o entrevistador está visivelmente pouco à vontade - a cultura - falou-se ainda da língua portuguesa, do acordo ortográfico, de mulheres [embora neste ponto não tenha sido perfeitamente clara a interpelação de Alvim] e de mais um par de parvoíces só capazes de entreter os amantes da conhecida série de «humor», Malucos do Riso. Por fim, não foi sem algum desprezo que Graça Moura desenevoou na cabeça de Alvim, a complexa diferença entre «escritor» e «poeta». Elucidativo quanto à situação financeira de Moura pois, que intelectual [como bem fez questão de frisar o entrevistador no início] no seu perfeito juízo, se sujeitaria a tamanho chorrilho?
20 de julho de 2009
Come fly with us
Sem grande pudor e levado pelo frenesim pré-eleitoral, o licenciado José Sócrates prometeu assegurar uns valentes milhares de postos de trabalho para recém-licenciados em instituições particulares de solidariedade social. O ministro do trabalho e da solidariedade social franziu a pêra com preocupação mas assentiu. Afinal, «promessas são promessas e toda a gente está careca de saber quais são as regras do jogo», pensou… «Se a coisa for para avançar, os recém-licenciados terão garantido, pelo menos, um lugar nas equipas dos programas ocupacionais para desempregados que servem a sopa dos pobres». Por outro lado, continuou o ministro nas suas cogitações, «com esta história das Novas Oportunidades, se calhar, o gajo quer transformar milhares de operários e senhoras da limpeza das misericórdias em psicólogas, engenheiras, professoras… Grande jogada! Este gajo é mesmo bom!»
16 de julho de 2009
Filho de ministro
A diferença entre uns e outros reside simplesmente naquela relação ancestral que se expressa pelo tempo disponível e pela garantia de satisfação de necessidades. Há espaço para errar e nada de mal acontece. Ao filho de ministro é pedido que viva, ao filho de operário é exigido que sobreviva. Há, inclusive, aquela máxima que diz «o desemprego quando nasce, não é para todos».
Certamente consciente destas minudências, o ministro do trabalho e da solidariedade social, Vieira da Silva, anunciou a diminuição das assimetrias sociais com base numa suposta redução da pobreza entre os escalões etários mais idosos. Para isso, sustenta, muito contribuiu o Complemento Solidário de Idosos. E, quanto a nós, o desaparecimento daquela parcela de população rural que, com a reforma de Marcelo Caetano, passou a ter direito a uma espécie de esmola institucional. Ter-se-á esquecido certamente de referir que as assimetrias medem-se com referência a dois intervalos. E o intervalo superior, aquele dos porsche's, casas de luxo e aviões privados terá sido aquele que, lamentavelmente, ficou de fora das cogitações do ministro.
16 de junho de 2009
Pura ingenuidade
O Banco de Portugal «aponta para contracção» da economia portuguesa em 2009. No calor do momento, podia ter-lhes dado para outra coisa qualquer à laia de opinião de café... mas não! Deu-lhes para «contracção». Talvez porque não estão atentos aos gastos supérfluos dos clubes de futebol ou simplesmente porque é feitio. Esta é seguramente a mesma ingenuidade que, num acto de contrição esfarrapada, serviu de justificação à inútil e deficiente supervisão de Vítor Constâncio ao BPN e a outros, os quais só por acaso não se chamam GD, BES, BPI ou Millennium BCP.
12 de junho de 2009
Depois das eleições...
Bastou um sensato veto presidencial e a proximidade de dois importantes actos eleitorais (legislativas e autárquicas) para que a unanimidade parlamentar conquistada airosamente há um par de meses se escudasse timidamente atrás do pré-requisito do «consenso». Agastada com escândalos políticos, denúncias de corrupção, impunidade dos fortes, compadrio na justiça e a falta de pão na mesa, a opinião pública portuguesa não reagiu bem ao cenário do regresso dos sacos de dinheiro para os partidos.
A entrada à leão dá assim lugar ao carrossel da carneirada. Depois das eleições logo se vê...
A entrada à leão dá assim lugar ao carrossel da carneirada. Depois das eleições logo se vê...
9 de junho de 2009
Casas, peça a sua!
Segundo o jornal Sol, Rui Rio e Fernando Reis (autarcas do Porto e de Barcelos) terão concertado uma proposta que tem como destinatária a mãe biológica da menina Alexandra, protagonista do mais recente caso mediático oferecido pela incapaz instituição judicial portuguesa. A solução para os erros dos outros parece assentar no modelo da «cama, comida e roupa lavada», isto é, os dois autarcas pretenderão oferecer um apartamento e a concessão de um estabelecimento de restauração à senhora mãe, para que ela regresse da Rússia com a adorável criança.
Medidas populares e individualizadas para problemas globais podem até render votos mas se fosse por aí, já o PNR tinha decapitado todos aqueles que têm melanina a mais e não falam com o sotaque impoluto alfacinha.
Medidas populares e individualizadas para problemas globais podem até render votos mas se fosse por aí, já o PNR tinha decapitado todos aqueles que têm melanina a mais e não falam com o sotaque impoluto alfacinha.
8 de junho de 2009
Homem-lapa
Sem condições políticas para continuar a exercer o cargo e apesar de olhado com legítima desconfiança pela população, Vítor Constâncio luta com unhas e dentes pela cadeira de governador do Banco de Portugal como se não houvesse amanhã. E como se a sua vida passasse doravante a ser uma sequência amorfa de dias sem a agitação e o frenesim da ribalta financeira. E como se, finalmente, o Estado português não lhe tivesse pago mais do que suficiente para abandonar o cargo de bico calado e dar graças a Deus por não ser um Cristão a sério, daqueles que, depois de um merecido tabefe, oferecem imediatamente a bochecha virgem para acolher uma sucessão deles exemplarmente aplicados.
Beato Loureiro
Afinal, nem tudo está perdido para os lados do ex-conselheiro de Estado, Dias Loureiro. O voto de pobreza que terá feito a dada altura da sua vida, desapossando-se dos seus bens e riquezas qual D. Nuno Álvares Pereira, pode fazer deste o próximo português a ser beatificado. Isso claro, se as suspeitas se confirmarem… Mas que importa isso se hoje é dia de festa para abstencionistas, bloquistas, sociais-democratas, comunistas e democratas-cristãos?...
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