18 de junho de 2009
A natureza de Sócrates
17 de junho de 2009
O Pinto da Costa é que é o pilantra...
8 de junho de 2009
Ai Jesus
2 de junho de 2009
Longa vida ao Rei!
Mais tarde, percebi que os monarcas sobreviveram a esse microclima medieval. Era a descoberta de uma parte da história universal que os filmes do Errol Flinn me escondiam. Recordo com nostalgia da aula em que a D. Fernanda, a professora, nos apresentou o grande conquistador, o grande líder, D. Afonso Henriques, estimulando ainda mais a nossa imaginação com os episódios de judiarias que armava à senhora sua mãe.
Mas a grande ruptura com esse medievalismo verificou-se quando a Princesa Diana se casou e só os noivos se faziam transportar de carruagem. E, também, quando assistia desalentado ao fecho diário das emissões da TVE, em que uma moderna família real espanhola posava para os súbditos com vários trajes e em várias ocasiões que iam das aulas de equitação das infantas, à apresentação do último grito da marinha pelo Príncipe das Astúrias.
A monarquia foi sendo, aos poucos, desmistificada. Poderia aqui jurar a pés juntos que foi com a idade. Contudo, acho que foi mais pela existência do D. Duarte de Bragança. Afinal, em que é que ele poderia ser melhor do que eu?!
Seja como for, este preâmbulo serve apenas para anunciar que a monarquia recuperou alguma dessa névoa primordial, justamente pela incrível dinâmica das monarquias exóticas de que falava. Uma das mais fascinantes é a da Coreia do Norte. E é possível que hajam novidades para breve. Não é fantástico?
19 de maio de 2009
Senhoura doutoura!
O moralismo defeituoso e a ruindade expressas nas acusações e ameaças desta professora são de tal ordem escabrosas que nem alguns padres poderão continuar a viver debaixo do mesmo tecto que sobrinhas e afilhadas, sob pena de se precipitarem em queda livre para os braços abertos do demónio.
Ao que parece, só no 12º ano é que a senhora professora deu beijos «assim», presume-se que, naquele combate de duas línguas que interpretam o jogo de gato e de rato e a que dão, pasme-se, a mesma designação de um peixe [talvez seja linguado porque o ambiente é aquático e há paredes contra as quais é atirado mas, na minha opinião, deveria ser moreia, pelo ambiente aquático, cavernoso e pela própria morfologia dos intervenientes]. E o linguado da professora só terá acontecido, naturalmente, por violação de um sexagenário embriagado, porque o empregado do restaurante se enganou e confundiu a amêijoa com o linguado ou por insistência do pastor alemão da vizinha já que nem os prostitutos teriam apetite para tanto.
As poucas conclusões a que podemos chegar no imediato é que os anos que passou a estudar não foram suficientes para falar correctamente português, tem a sensibilidade de um cão e sofre de distúrbios compulsivos de autoritarismo.
Fora isso… a esta hora estão os alunos todos a fornicar indecentemente e ela com uma depressão em casa, lubrificando um vibrador com lágrimas. Cada um é para o que nasce e ela não nasceu para ser pedagoga, educadora ou o caralhoqueafoda.
13 de abril de 2009
Nada de mini saias...
A coisa até podia não ser tão bizarra caso tivesse sido previamente estipulado que, aos postos de trabalho em causa, corresponde a obrigação de trajar de farda. Integralmente assegurada pela entidade empregadora, pois então.
Mas não, a coisa não é simples. Os ditos funcionários não só têm que receber lições de atavio e decoro (mas não de competência), como ainda se vêem na contingência de assegurar que «não passam das marcas» perante os concidadãos.
E quem define as marcas? A senhora secretária de estado da modernização administrativa? Francamente, causa-me menos náuseas cheirar um daqueles perfumes baratos de gente pobre com aroma patchouli do que ser atendido por uma fulana com as fronhas da mulher. Com o devido respeito pela fealdade da senhora. Que é realmente acentuada. Também não estou a ver nem de saias, quanto mais de mini-saias...
O paradoxo maior, sem dúvida: a obrigação de uma apresentação aburguesada e segundo os padrões de uns quantos… numa Loja do Cidadão. «Loja», bem entendido…
3 de março de 2009
Kramer contra kramer
Ironia, porque a miserável normalidade da Guiné não resistiu jamais à pilhagem sem escrúpulos do país e do povo por homens como os que se assassinaram mutuamente em duelo marcado por um invulgar desfasamento horário.
18 de fevereiro de 2009
Amor em tempos de crise
Ecos de Pessoa em 1975
21 de janeiro de 2009
...Saiu do sonho de King
À pergunta de José Saramago no seu caderno virtual "donde saiu este homem?", talvez possamos responder que saiu de um sonho, do sonho de Martin Luther King, contado em 28 de Agosto de 1963, também em Washington.
Contudo, ou não terá a vida fácil domesticamente ou, depressa aprenderá que os discursos fluidos invocando os valores e os princípios só devem ser proferidos entre amigos. Os próximos anos permitirão perceber se o engasganço de ontem veio ou não para ficar.
19 de janeiro de 2009
Asilo político?!
O cenário mais provável é que, com excepção das teocracias islâmicas, nenhum país esteja disposto a receber este jornalista iraquiano porque, como é do domínio público, a invasão americana do Iraque veio libertar o oprimido povo que, agora, vive livre e em democracia. Assim, não faz sentido que alguém se possa queixar de perseguição política. E não é disso que se trata porque, evidentemente, se alguém se pode queixar de perseguição política, esse alguém é justamente o presidente Bush que ainda hoje se interroga como se conseguiu esquivar. Embora o o sapato esquerdo não tenha passado muito longe...
Em contrapartida, o 44º presidente dos EUA tomará posse no dia 20 em clima de grande festa mundial, cujo epicentro ocorre precisamente um dia antes e assinala o derradeiro dia de George W. Bush, o pior da galeria, à frente da Casa Branca.
Bem vistas as coisas, seria útil para os cartoonistas e humoristas do mundo, se a República Independente do Atol da Mururoa concedesse asilo político ao jornalista e a Bush numa ilha deserta, inteiramente reservada para os dois. Portugal podia entrar com um par de sapatos. Para dividir… que a crise não está para luxos…
8 de dezembro de 2008
Nem o neo-imperialismo vale àqueles desgraçados
Mas, distantes, os líderes ocidentais cumprem a mesma hipocrisia e indiferença com que lidaram com os regimes totalitários emergentes na Europa no início do século XX. Com uma agravante: não há já, no Zimbabue, nada que seja interessante defender. Só, talvez, eventualmente, a dignidade humana. Isto, claro, se esse conceito for extensível a nações cultural e geneticamente «inferiores».
28 de novembro de 2008
Desconfiança dos portugueses
Como é que se pode confiar em alguém, quando um simpático apresentador de televisão, um paternal director de instituição juvenil, um abnegado médico, um insuspeito diplomata, um justo advogado, um digno representante do povo e outros, são suspeitos de pedofilia?
13 de outubro de 2008
A raposice da alta finança
Isso significa que, neste momento em particular, a injecção de capital público, os anúncios de garantias estatais e outras medidas são muito bem-vindas pela alta finança. Mas, logo que os mercados estabilizem, esta cirurgia de matriz keynesiana tradicionalmente reivindicada pela esquerda será novamente preterida em detrimento da mão invisível e da voragem dos mercados. E os Estados nacionais lá estarão para estender o tapete vermelho e assistir à passerellle triunfal dos responsáveis pela crise.
6 de setembro de 2008
Democracias e Povo
29 de agosto de 2008
American dreamers

28 de agosto de 2008
Convenções à parte
21 de agosto de 2008
Barajas também faz parte da realidade dos jogos olímpicos
Caso o Comité Olímpico Internacional condescendesse e anuísse nas pretensões espanholas em fazer descer a sua bandeira em sinal de luto pelas vítimas do terrível acidente de ontem, uma parte substancial dos países participantes deveria poder fazer o mesmo. A lista seria certamente extensa.
E isso podia ser feito… apesar do rude golpe que representaria admitir uma realidade contra a qual os jogos olímpicos têm lutado desde o seu renascimento em 1896.
19 de agosto de 2008
Uma constante: de mãos a abanar
Nesta edição das olimpíadas, a excepção confirma a regra. Mas só nestas olimpíadas é que o verniz estalou na sequência das justificações pretensamente amadoras dos nossos atletas.
Ora, uma atleta aparentemente intocável no que respeita ao brio e ao patriotismo, como é o caso de Naide Gomes (salto em comprimento), de quem se esperava tudo e mais um par de botas, acabou de ser traída pelo medo e não estará presente sequer na final. Depois de dois saltos nulos, Naide fez um salto ridículo para uma atleta de alta competição: abrandou vertiginosamente a velocidade e desenhou atabalhoados passinhos para conseguir fazer a chamada em condições. O resultado foi desastroso, tendo em conta os piores saltos da atleta (quase um metro a menos da sua melhor marca do ano).
E depois?
O desastre é primeiramente pessoal e não de Vicente Moura (presidente do Comité Olímpico Português). Como [quase] sempre no desporto português, Naide fez milhares de quilómetros para fazer um salto ridículo. Isso também é desporto, tal como são as justificações dos atletas. Se calhar, não teve leite Mimosa ao pequeno-almoço ou então, as meias não estavam completamente enxutas. Pode encontrar [ou não] as desculpas que quiser sem que isso signifique falta de brio ou de «educação», para utilizar os termos desadequados de Vicente Moura.