Mostrar mensagens com a etiqueta justiça. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta justiça. Mostrar todas as mensagens

13 de novembro de 2009

Bye-bye freeport

As autoridades inglesas decidiram arquivar o processo Freeport por falta de provas. Segundo o jornal Público, a maioria dos elementos com que os juízes ingleses trabalharam foram fornecidos pelo Ministério Público português...

8 de novembro de 2009

Fumo com fogo?


Até que ponto esconde o fumo um foco de fogo? Nem sempre, como se sabe. Na indústria cultural, há máquinas próprias concebidas para proporcionar atmosferas diversas. Contudo, devido ao seu mediatismo e à sua responsabilidade institucional, os actores políticos portugueses parecem espalhar aquele odor característico da lenha a arder... O clã Soares e os diamantes de Angola, a insistência da localização do Aeroporto de Lisboa na Ota, o envolvimento de Paulo Pedroso no processo Casa Pia, as suspeições sobre Armando Vara na Junta Autónoma de Estradas e, recentemente, na vice-presidência do BCP, José Sócrates e o caso Freeport, Fátima Felgueiras e o «Saco Azul», a condenação de Isaltino Morais, a compra dos submarinos pelo então ministro da defesa Paulo Portas, o Caso Portucale e o pretenso favorecimento ao Grupo Espírito Santo...

Com tanto fumo é licíto que o povo português questione se estaremos perante a multiplicação de «cabalas» e «contra-cabalas» movidas por interesses económicos e políticos ou se estamos efectivamente na presença de indícios suficientemente fortes de fogo.

5 de novembro de 2009

Nenhuma ideia de justiça

De tempos a tempos os tementes ao Estado português são varridos por uma onda ilusória de esperança e emancipação cívica: "agora é que o combóio entra nos eixos", parece o povo dos «brandos costumes» consolar-se em jeito de acomodação tácita aos maus costumes dos homens seus vizinhos e amigos. Também de tempos a tempos, uns quantos desaparecem providencialmente para o Brasil, para África ou para uma quinta no Alentejo e aguardam que a poeira assente... nas redacções.  A impunidade patrocinada pela rede informal de amigos e pelo próprio sistema judicial encarregar-se-á de absolver indivíduos que, afinal, até demonstram desapego pelo poder e respeito pelas regras quando, sob suspeita, decidem demitir-se e renunciar [provisoriamente] às mordomias que o Estado lhes proporciona (as lícitas e as ilícitas). Mas, poder-se-á falar de impunidade num mundo em que a ideia de crime foi quase totalmente usurpada pelos delitos comuns, pelos crimes de sangue (e os hediondos socialmente como a pedofilia) e, sobretudo, afastada da delicadeza e nobreza de um colarinho branco?

Nã... cada macaco no seu galho... 

4 de novembro de 2009

O século das luzes em Portugal

Subitamente, o país foi iluminado por uma aurora que apanhou uns ilustres de calças na mão. Ou será que, como disse ontem o bastonário da Ordem dos Advogados, "este caso vem fazer esquecer o esquecimento em que cairam outros" como o da Casa Pia, Freeport ou o Apito Dourado?

3 de novembro de 2009

Um coro anti-corrupção ruidosozinho

Qualquer proposta de criminalização do enriquecimento ilícito de titulares de órgãos do Estado é anacrónica. Em primeiro lugar porque o argumento da conspiração gratuita contra eleitos não pode agrilhoar qualquer iniciativa anti-corrupção e, em segundo lugar, porque a passividade portuguesa a este respeito é proverbial. O absurdo ganha contornos grotescos num país em que o coro de vozes exasperadas com as práticas quotidianas de corrupção é ruidoso mas não o suficientemente como para ruir uma certa ordem instalada que, na verdade, é objecto de um amado desdém. Talvez por isso é que o socialista João Cravinho e o PCP têm visto as suas propostas embater naquilo que se pode designar, um odiado amor.