2 de outubro de 2004
em de-talhe
à tout propos (14)
Finalmente, o nosso Ministério da Cultura começa a ter preocupações com tal objecto. Está de parabéns e por isso, no bom caminho.
Finalmente, o Ministério da Cultura e a Câmara Municipal de Évora vão celebrar um protocolo para a construção da nova biblioteca pública e arquivo distrital. Paralelamente, será construída uma biblioteca municipal. As três infraestruturas serão construídas na zona de expansão dos leões. A proposta de protocolo apresentado pelo MC foi aprovada por unanimidade na Assembleia Municipal. Pudera, os custos para as infraestruturas públicas ficam a cargo do MC. Só é pena que não pague também a infraestrutura municipal (a biblioteca municipal), já que o peso excessivo da interioridade, das boas práticas (o Polis é um exemplo de «benefício do infractor»), já o pagamos diariamente.
1 de outubro de 2004
em de-talhe
30 de setembro de 2004
à tout propos (11)
em de-talhe
ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS AMERICANAS
E, sem embargo, todo o aparato em torno das eleições presidenciais norte-americanas, com o enorme o show off habitual, investidas e contra-investidas (de conteúdo...), mais escândalo e menos escândalo, mais dollar, menos «petroil», com mais pólvora ou menos pólvora, eis que, bem espremidinhas as propostas, do nectar nem sinal. Pessoalmente, tenho a convicção que nada vai mudar no mundo (em termos de política externa) a não ser o continuar da insatisfação internacional, da repressão e da parasitagem sobre a natureza e os povos. O estilo de vida americano não se compadece com sacrifícios económicos, e é absolutamente incompatível com a preservação ambiental ou a competência alheia. A diferença entre Kerry e Bush é menor que a espessura de uma folha de alface, embora Kerry aparente ser menos extemporâneo, mais ponderado.
Por conseguinte, é na gestão de expectativas e interesses dos poderosos que se faz um mandato na Casa Branca, logo, quem dá a cara até pode ser uma amiba unicelular (se existir) como a que lá está, pois as decisões já lhe são entregues escritas em papel (embora ele teime em falar por sua conta e risco, à desgarrada mental consigo próprio, mais ou menos como o espécimen surpresa que nos deixaram em S. Bento).
O primeiro de três debates, hoje às 21 horas na Florida (2 de Portugal), poderá ter o efeito de sedimentar a vantagem de Bush nas sondagens ou, pelo contrário, despoletar a reviravolta. Talvez, pelo seu estilo menos enganchado em oposições binárias do estilo right and wrong, Kerry seja o menos mau, sobretudo para o próprio eleitorado americano. A que nível? Do civismo e da interiorização de algumas concepções básicas e cosmovisões que a divisão do mundo em dois operada por Bush, desmantelou. Ao aumentar as clivagens, acantonando-as em dois grandes grupos, Bush contribui para o estímulo de fundamentalismos de toda a ordem, seja do lado das manifestações nacionalistas pós 11 Setembro, seja de grupos islâmicos radicais ou cristãos, ou hindus, etc. É este o grande contributo de Bush para o mundo e é tanto responsável pela actual situação mundial como Sharon o é pela presente entifada (sem pretender com isso escamotear problemas que já existiam antes).
Por isso, os americanos que se cuidem pois não há fumo sem fogo e nesta ordem de ideias, causa-me uma certa confusão mental porque raio se difunde a ideia, pelo mundo inteiro, de serem os americanos isto e aquilo. Só se pode explicar por uma embirração que o mundo tem com eles. Que raio de obcessão... Afinal, eles é que são os bons, eles e os que vivem na terra prometida, o povo eleito. Bom, já que os outros são os maus... não deixar créditos em mãos alheias e para isso aí temos diariamente a cabal demonstração de ensandecimento que nos chega através dos media, de ataques suicídas, raptos, degolações em directo, etc. etc. Conselho: nunca enfrentar um animal ferido ou colocar em causa a segurança de crias.
Talvez dê mais gozo por serem americanos e todo o mundo morrer de inveja deles... e do novo ordenamento mundial, do qual resulta proporcionalmente mais miséria do que na idade média. Sociedades evoluídas? Nós?
Sugestão de fim-de-semana:
Ver «O Planeta dos Macacos» de Frankin Schaffner ou ler «A Condição Humana» do Malraux; também se pode simplesmente ver o «Shrek» ou ler Júlio Dinis e fingir que nada se passa.
à tout propos (10)
One man come in the name of love
One man come and go
One man come, he to justify
One man to overthrow
In the name of love
One more in the name of love
In the name of love
One more in the name of love
One man come on a barbed wire fence
One man he resist
One man washed on an empty beach
One man betrayed with a kiss
In the name of love
One more in the name of love
In the name of love
One more in the name of love
Early morning, April four
Shot rings out in the Memphis sky
Free at last, they took your life
They could not take your pride
In the name of love
One more in the name of love
In the name of love
One more in the name of love
Spoken: For the Reverent Martin Luther King - saint.
In the name of love
One more in the name of love
In the name of love
One more in the name of love
In the name of love
29 de setembro de 2004
à tout propos (9)
28 de setembro de 2004
à tout propos (8)
à tout propos (7)
27 de setembro de 2004
à tout propos (6)
em de-talhe
OUTRA VEZ A LEGITIMIDADE DEMOCRÁTICA DE BUSH
Vem o antigo Presidente democrata dos EUA, Jimmy Carter - agora um destacado observador internacional de processos eleitorais - alertar para aquilo que considera serem procedimentos menos democráticos, sistematicamente ocorridos na Florida. Afirma ele que «as normas internacionais essenciais» não são observadas em tal parte do mundo.
Parece no mínimo preocupante, quando nos estamos a referir à mais velha democracia do mundo, ao modelo democrático que Tocqueville tanto elogiou sugeirndo como modelo a seguir para a Europa. Com todo o respeito, monsieur Alexis, muita coisa terá mudado desde então...
Mas não nos podemos esquecer que foram problemas deste género que levaram à recontagem dos votos após a eleição presidencial que sufragou Bush. O suficiente para o Partido Republicano colocar na Casa Branca o seu candidato presidencial. Qual seria a estratégia do Partido Republicano quando avançou com Bush? Agradar ao pai? Enterrar o partido? Ter lá alguém suficientemente incapaz para que outras forças pudessem governar o país e o mundo? Uma incógnita.
De qualquer modo, ali está ele, incrívelmente posicionado para vencer uma segunda vez. Alguma coisa o fazia prever? Só numa ficção bem ao jeito de Augusto Abelaira, como por exemplo «O Único Animal Que?», a que não faltariam as caixinhas com pulgas e as pastilhas-elásticas para aumentar a mandíbula e levar o cérebro à entropia. Qualquer semelhança com a realidade...
Jimmy Carter bem se esforça... mas como alguns insistem, «a América foi conquistada com armas e é com armas que os americanos se têm que defender». Defender, que é como quem diz, preservar o «american way of life and rule»...
Para concluir, tudo indica que, desta vez, se preparavam para eliminar milhares de eleitores de origem africana, que se posicionariam potencialmente entre o eleitorado democrata. A razão? Actividades criminosas...
Assim vai a democracia americana. Que diria agora Tocqueville? Sérias dúvidas ameaçam o meu vago entendimento...
em de-talhe
à tout propos (5)
26 de setembro de 2004
em de-talhe
25 de setembro de 2004
à tout propos (4)
Há dias, desconciliei-me, creio que brevemente, com um amigo após uma breve discussão, rotineira e insignificante. Não interessam aqui as razões. Ambos cuidamos, cada um à sua maneira, das nossas visões das coisas.
Quanto a mim, procuro não perder de vista determinados valores e princípios de orientação, que considero fundamentais e dos quais não quero abdicar. Uma questão de conformidade com tais «faróis», sobretudo quando se trata de posições estritamente relacionadas com direitos humanos e justiça. Muito para além de bem e mal.
Mas, regressando à história, o ponto-chave da discussão foi o momento em que, após esgrimidos argumentos e mais argumentos, saturado de dar explicações sobre algo que considero pouco discutível porque do intímo das pessoas, mandei o amigalhaço às urtigas, que é o mesmo que lhe sugerir que se copulasse, admito, sem pensar muito bem como. Daquelas coisas mecânicas, sem o serem verdadeiramente.
A coisa não lhe agradou, evidentemente, e assim nos despedimos, sensaborões. Cada um às suas, com as não menos suas convicções e apesar do devido reparo da minha parte. Tem a espontaneidade de um homem, destas coisas.
Ora, tudo isto para dizer que, acima de tudo, devo ser honesto comigo e com ele. Em bom rigor, o reparo foi apenas contextual, pois que era exactamente aquele dito que eu desejava naquele momento que ele materializasse, em sentido figurado, pois claro, que de outra forma não creio ser humanamente concretizável. Por enquanto. Afinal de contas, o Darwin também tinha as suas razões.
A questão que se coloca, por ser recorrente em algumas relações de amizade, é a seguinte (e não tem que ser necessariamente homologável a este caso em particular): porque razão teremos por vezes que nos ocupar dos outros e das suas coisas como se fossem as nossas, como se se tratassem de reality shows e não de pessoas?
Como a memória não fala, mas sim a razão...
à tout propos (3)
23 de setembro de 2004
em de-talhe
Na verdade, a silly season não mais foi do que um período intemporal, «a-histórico», revitalizante, por certo. Todavia, cá temos outra vez a Casa Pia e os heróis do segredo de justiça; um pugilato mediático-político revigorante, embora caduco, dentro do PS; a musculatura triunfal da gestão americana no Iraque, assim como os «raciocínios-bomba» bushianos,etc. etc.
Em bom rigor, temos mais do mesmo e até se descobrem novidades, como a condução do sistema em que assenta a educação em Portugal, mais a falta de respeito endémica pelos portugueses, sejam eles pais, professores ou alunos.
Isto soa um pouco a eterno retorno mas existem dados novos que deitam por terra essa aspiração dos menos convencidos. O Benfica vai em primeiro, as «women on waves» regressaram da pescaria à doca de Roterdam, o Bibi deixou de ser um homem solitário no seu processo, pela primeira vez Santana Lopes discursou na Assembleia Geral das ONU, pela primeira vez os nossos atletas nos Jogos Paralímpicos receberam ajuda para os ténis, etc, etc.
Em suma, temos um país dinâmico que não pára, está em movimento, towards sustainability, como é da moda. Mais, temos uma população mobilizada em torno das grandes questões, atenta ao desempenho (excelente do governo, diga-se de passagem) dos nossos governantes eleitos. Mais ainda, considero inacreditável quando se levantam vozes a colocar em causa o nosso querido torpor, afinal, o garante do nosso way of life.
Uma confissão: o que mais gostei de "O Planeta dos Macacos" foi o final pois é feliz. Nós somos aqueles e podemos dar-nos por muito satisfeitos....
31 de agosto de 2004
em de-talhe
Ora bem, creio eu (com alguma dose de fé) que uma das noções clássicas de Estado de Direito aponta para qualquer coisa como circunscrição territorial com fronteiras definidas, com uma população residente (portanto mais do que uma pessoa ou família), seguindo uma ordenação jurídica que normatiza a vida em sociedade (para além dos mores e de todo o complexo axiológico, evidentemente). Isto, entenda-se, mais coisa menos coisa, evidentemente.
24 de agosto de 2004
os deuses também já foram homens
Soares, Bernardo (2001): Livro do Desassossego, Lisboa, Assírio e Alvim, p. 115.
3 de junho de 2004
à tout propos (2)
23 de outubro de 2003
os deuses também já foram homens

Ontem, Sábado (11 de Outubro), tivemos a oportunidade de ter uma experiência bela, diria mesmo, quase pura do ponto de vista das emoções básicas. O globo deteve a sua marcha a partir do momento em que a substância dos nossos corpos se metamorfoseou numa espécie de matéria sensível ao dar entrada no Grande Auditório do CCB. Confesso que me mostrei um pouco céptico antes de entrar, apesar das referências. «Ver palhaços na palhaçada» não é bem o meu forte pois, para além do humor duvidoso, cheira demasiado ao campo circense, pelo qual não nutro especial afeição... Porém, duas horas depois, não podíamos ser, de forma alguma, as mesmas crianças.
Ora bem, Slava não é certamente um palhaço qualquer, de acordo. Nem o seu espectáculo é um simples número de magia à Luís de Matos. Slava's Snow Show é muito mais que um espectáculo com palhaços. É a arte da mais fina representação num encadeamento dramaturgico levado ao extremo no que respeita a emoções.
O espectáculo é tal forma brilhante que toda essa teatralidade é levada quase à perfeição, conduz-nos pela beleza das formas, despista-nos pelo deslumbramento causado pelas milhentas luzes, dos cenários inteligentemente concebidos, as explosões pirotécnicas, a música, meticulosamente seleccionada, que nos envolve e absorve.
Portanto, nem Slava é apenas um palhaço nem o seu espectáculo apenas um show, certo? Na verdade, esta questão ganha contornos de problematização conceptual, obrigando-me a ser tão preciso quanto me seja possível: tratou-se, ontem, de «Slava e o seu show».
É impressionante como a intensidade dramática (a que não faltam imensos momentos de comédia, humor e poesia) agiganta-se até atingir um climax muito particular com surpreendentes explosões de música, cor, alegria, sofrimento, drama, hilariedade. E a magia, muita magia, que se espalhou por toda aquela plateia...
Há 3 ou 4 cenas particularmente bem conseguidas: primeiro, quando serenamente, um dos palhaços evolui no palco manobrando uma linda bola cheia de ar, com uma varinha, fazendo-a permanecer adoravelmente suspensa, como se fosse um astro. Neste caso, a cena é magnífica por duas razões: a apaixonante expressão corporal do «palhaço» (que aparece na foto em cima) e os jogos de luz, encimados pela riqueza musical envolvente, dramaticamente envolvente.
Outra cena inolvidável porque crucial, ocorreu no intervalo, durante o intervalo: 4 «pinguins» espalharam deliciosamente o caos nas primeiras filas da plateia. Trocaram pertences às pessoas, regaram-nas com água, «raptando» inclusive uma rapariga da assistência que acabou por fazer parte do espectáculo. E aqui começa a manifestar-se toda a inteligência e sensibilidade do demiurgo ao romper com os «tempos mortos». Prova provada que a razão só faz sentido existencial em harmonia com a sensibilidade e vive-versa.
Há uma outra cena impressionante, na qual se continua a preparar o que está por vir. Slava enrola-se pateticamente em teias de aranha, durante a «faxina». As teias caem sobre Slava e alastram fulminantes à plateia, que se vê obrigada a passar metros e metros de «teias» para trás, de braços no ar em intenso frenesi... O efeito é belo: a imensa plateia do Grande Auditório eleva ao alto um emaranhado de braços sem fim, ansiosos por fazer passar o enredado volume de teias, que nos cobre de fantasia.
Finalmente, Slava, o palhaço, debaixo de uma chuva de neve que se transforma numa violenta tempestade. A encenação é fantástica, Slava é fabuloso. Contra ventos fortíssimos que silvam sem se deter, Slava, o palhaço, tenta a custo manter-se erecto, lutando contra a tempestade. Estes ventos que varrem a neve do palco e a projectam para as pessoas, que com algum custo mantêm os olhos abertos, certificam que o público está com Slava no seu tortuoso caminho, em plena tempestade. Os elementos estão presentes, os nossos sentidos também...
O público, a assistência, vai acompanhando sensorial e activamente o espectáculo, que entretanto vê o seu fim chegar. Entretanto, as pessoas saltam como molas das cadeiras para homenagear os artistas num comportamento absolutamente reagente. As palmas ecoam ruidosamente no grande espaço. Palmas, assobios e generalizada emoção.
O espectáculo terminou. Terminou? Antes que alguém se lembrasse de confirmar as palmas das mãos vergadas pelo exercício inesperado, já enormes e «pesadas» bolas tocam, vindas do céu, o sonho em nós. Bolas com 3 metros de diâmetro que nos transportam por múltiplas dimensões das nossas efémeras existências e nos transformam.
A plateia está ao rubro, todos querem ansiosamente tocar nas bolas, projectá-las para a frente, para os lados, para trás. Eu e ela, não trocamos olhares e sabemos. Sabemo-nos e ansiosamente fixamos as bolas, na esperança de alguma nos tocar, suavemente, como um beijo de ternura. A ansiedade dá lugar à angústia, dificilmente alguma bola encontra o nosso caminho, dada a inclinação da plateia. Uma passa bem perto mas não se detém na sua marcha…
Lá à frente, tudo na mesma: todos são iguais, todos são crianças.
Slava senta-se no palco e observa a sua peça, observa-nos enquanto o ignoramos. As bolas...
Todas são iguais, todas somos crianças e, Slava sabe disso. Por isso permanece sentado, observando apenas.
Eis que uma se aproxima, ela é criança, eu sou criança, Slava sabe disso e nesse momento, todos somos felizes.
As crianças exultam, pais, filhos, avós e… nós. Slava sabe-o e por isso é feliz também, acompanhando-nos com o seu olhar experiente. De missão cumprida.
Eu e ela, movidos pelo mesmo destino e pela mesma vontade incerta, acercamo-nos finalmente do palco. As bolas já são somente meros adereços. Nesta altura, dispensáveis. Os corações apertam e sem o dizerem, sabem porquê. Slava também.
Ele está rodeado, dá autógrafos, dispensa sorrisos às crianças e seus filhos e netos. E nós.
Nós somos também, e Slava sabe que o somos, conhece os nossos desejos. Slava já o sabia e por isso escolheu aquele local para descansar, no mesmo local privilegiado de onde tudo se pode ver, de onde se pode assistir àquele maravilhoso e comovente espectáculo.
Naquela fracção de momento, ela e eu fomos os personagens principais, caminhando discretamente e, naquele momento, voámos. Naquele preciso momento em que Slava nos olhou pela enésima vez, agora no fundo da íris e tocou com a dele, as nossas mãos.
Aí terminou finalmente o que estava. As palmas, guardamo-las nos corações.
22 de outubro de 2003
em de-talhe
Isto a um nível, porque a outro é a total, hipocritamente limpinha apresentação da caldeirada, com salada a acompanhar e tudo.
É escandaloso vê-los defender o normal funcionamento das instituições enqaunto nos bastidores, apagadas as luzes, tudo vale. E claro, com as rémoras deliciosamente manipuladas e manipuladoras, assumindo-se como medium privilegiado na digestão de toda a porcaria. Claro que os dejectos são depositados no ambiente, que os consome avidamente.
em de-talhe
Quanto aos deuses, se são afinal homens ou se pelo contrário foram estes últimos «endeusados» por uma força obscura, talvez o melhor seja soltar todos os demónios ou então deixar ser o nosso amado povo tratar do assunto... Justiça? É uma série apresentada num dos magnânimos e omnipotentes canais televisivos portugueses ou será afinal um dos objectivos definidos no respectivo Código Deontológico? Mas a justiça não é uma instituição que serve para ajudar os políticos a fazer o bem? não? Sempre pensei... Aliás, sempre pensei que o nosso sistema judicial tivesse como magistrados um político, um jornalista e uma varina... em que o político tem direito de veto...
A vergonha aí está e a nuvem, invariavelmente negra impede a distinção entre o metafísico e o humano... Como quase sempre...




