6 de março de 2005
em de-talhe
O «bigode» português

O «bigode» português é um retrato do Portugal sisudo e carrancudo que marcou sucessivas gerações de portugueses. É um tipo de bigode que parece durar sempre, alérgico à mínima corrente de ar que o possa despentear. É certo que há bigodes e bigodes mas o típico português ama o fado e assim, melancólico, jamais sucumbirá às pressões da novidade (ver foto). Ama Portugal, as sandes de couratos, o Benfica, os brandos costumes e o seu maior desejo é que os seus filhos sejam como ele, tal como ele munca se desviou um milímetro daquilo que já era o seu bisavô.
3 de março de 2005
Movimento reformador do direito canónico
Ode ao desenvolvimento sustentável do litoral de Sanches

Prevenção ex post facto
2 de março de 2005
à tout propos (146)

1 de março de 2005
Usança mui antiga, a da chibata
à tout propos (145)
em de-talhe
28 de fevereiro de 2005
à tout propos (144)

O Portugal boçal de Saldanha Sanches
É lamentável o conteúdo da entrevista, lamentável a defesa do mais profundo, aberrante e retrógrado conservadorismo, da mais desviada noção de desenvolvimento económico e equilíbrio social de um país, e revelador da atitude mais nociva a qualquer ideia de integração, da qual, a União Europeia é o principal garante.
Também importa lembrar ao Sr. Sanches, que é também do litoral a maior fatia de responsabilidade do desordenamento do território, do desrespeito pelas normas ambientais e pelo mais que previsível desrespeito pelo Protocolo de Quioto, assim como o esvaziamento do interior que ele despreza de modo tão rude.
Óscares
Ainda há quem passe em claro essa noite «mágica», para ver um espectáculo fastidioso, no qual não é o mérito que conquista as estatuetas mas sim o amiguismo, as opções políticas encorajadas e sobretudo, o show biz.
Este é, por excelência o mundo do consumo mediatizado onde são ensaiadas as melhores armas de marketing económico e político, fazendo deste, um produto directamente ligado ao condicionamento implícito de massas. Curiosamente, um fenómeno amplamente estudado por americanos.
Só assim se percebe o posicionamento político de todo um país com nefastos efeitos externos, quer no plano ambiental quer no plano cultural; só assim se entende o melhor exemplo de sociedade coisificada, ao nível da consciência feliz marcusiana, debaixo da capa da mais velha democracia do mundo e por isso, acima de qualquer suspeita; só assim se compreende que um filme vencedor seja baptizado com o corriqueiro nome «Million Dollar Baby», realizado por um realizador que não se conseguiu desembaraçar do nível que o balizou enquanto actor.
em de-talhe
25 de fevereiro de 2005
em de-talhe

Ontem, a Antena 1 deslocou-se a Redondo para emitir em directo da Sociedade Harmonia e Progresso Redondense, a apresentação do último album do Vitorino. A ocasião justificou a visita de dezenas de populares, ansiosos por ver e escutar a emissão da RDP. A In Tenui Labor esteve lá para assinalar o momento. E foi com algum esforço... pois já há pouca pachorra para lidar com a extrema modéstia da «estrela» redondense.
24 de fevereiro de 2005
à tout propos (142)
Instruções:
1) Entrar no site abaixo clicando no link.
2) Clicar na foto e arrastar para cima ou para baixo, para a direita ou esquerda, e LARGAR.
23 de fevereiro de 2005
à tout propos (140)
http://boi.geness.ufsc.br/videos/dm9ddb.wmv
à tout propos (139)
à tout propos (138)
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22 de fevereiro de 2005
à tout propos (137)
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à tout propos (135)
Sinopses eleitorais
Em segundo lugar, travando todas as tendências abstencionistas, os eleitores portugueses inverteram uma tendência que se começou a fazer notar com preocupação a partir de meados da década de 80. E este é talvez o segundo facto com maior interesse nas eleições de dia 20. Os altos níveis de abstenção, seja em democracias consolidadas ou recentes, são talvez o principal indicador de natureza legal que comprova e alimenta a crise das instituições políticas e do modelo democrático. A participação convencional assim como a heterodoxa, são imprescindíveis para a qualidade das democracias.
Para além da vitória do PS, importa salientar o extraordinário desempenho do BE e surpreendente volte face da CDU. Pessoalmente, já lhes tinham dado a extrema unção. Enganei-me, pelo menos por agora. Também beneficiaram da deriva à esquerda, apesar de, dos três partidos, talvez tenha sido o BE quem mais trabalhou para ela.
Portas esteve bem, assumindo as responsabilidades. Santana… igual a si próprio, já a pensar com o sangue na guelra, no seguinte devaneio, cujos danos colaterais ainda não suspeitamos. Cavaco, em particular, está na mira.
Falava-se hoje do Presidente da República, que viu a sua decisão ser comprovada pelo povo. Continuo sem concordar com o timing das suas decisões, e justifico-o apelando à deserção política de um Primeiro-Ministro mandatado pelo povo português e ao qual não deu cavaco (em posts anteriores pode ser seguida a restante linha de argumentação, que aqui não vou repetir). Pura ambição pessoal e nisso, é farinha proveniente do mesmo saco onde desencantaram Santana. Se Sampaio o fez por amor ao PS, é condenável. O certo é que abriu um grave precedente porque a Dissolução da Assembleia, ainda que debaixo da capa do «normal funcionamento das instituições», foi decidida no nebuloso âmbito da subjectiva avaliação de «falta de credibilidade» de um governo… Foi essa a sua vaga explicação, que redundou num enormíssimo torcer de nariz nacional. E sem embargo, já sonhávamos com esse dia 30 de Novembro...
Finalmente, o Cavaquistão caiu. Alarmante a natureza leiriense… Como previra em Esclarecimentos Eleitorais – entre Évora e Leiria, naquele distrito do centro, a luta iria disputar-se por um deputado: PS ganhou 1 e PSD perdeu 1 (em relação a 2002). Quanto ao BE, também se verificou a sua maior votação relativamente à CDU (mais 1 ponto percentual), incapaz de chegar aos imensos operários fabris do distrito de Leiria.
Em Évora, muito mais previsível, com a única dúvida que restava a ser desfeita em favor da CDU. Ainda assim, é curioso notar como o candidato comunista, antigo Presidente da Câmara de Évora, deve a sua eleição a concelhos rurais do distrito e não no concelho de Évora, ao qual presidiu durante 25 anos.
21 de fevereiro de 2005
Awakening from a nightmare
20 de fevereiro de 2005
19 de fevereiro de 2005
em de-talhe
Como é do conhecimento geral, há um tipinho - Bandido Original - integrado numa corja pestilenta mais ampla, tem como hobbie espremer as suas gordas borbulhas em blogues decentes como este.
Este Sr. Bandido colocou há dias um comentário no meu humilde espaço democrático e dialógico, no qual (como em outras ocasiões), insiste com parábolas diletantes e dogmáticas como a que passo a citar.
Diz ele, num português prosaico e arrastado:
«O Bloquistas, ou seja, os apóstolos da UDP, do PSR ou da Politica XXI, sabem o que são?Ou sequer o que querem?A vossa raça de bombeiros, os chicos espertos apaga fogos, que nem fazem ideia da razão pela qual o fogo começou, proferem brilhantes discursos intelectuais na altura de apagar o fogo, mas é só!É mesmo só isso, discursos!O Bush tambem os tem, e tambem os sabe proferir...Coitados...»
Para além disto não fazer qualquer sentido, importa fazer dois ou três reparos que se pretendem revitalizadores daquele cérebro empedernido:
1. Mas onde é que aquele senhor ouviu aquela do Bush saber discursar? Se ele chama qualidades oratórias a um balbuciar atabalhoado de fórmulas simples indiciadoras de condicionamento explícito... O homem nem tem discursos nem sabe falar, ponto. Para quê comparar a feira de Borba com o cú das calças? Isto, por si só, é demonstrativo da enorme confusão que vai naquela pequena noz...
2. Uma pergunta a esse indivíduo: mas onde é que radica essa sua obsessão com as minhas opções políticas? Isso interessa-lhe para quê? Desconfiará porventura que sou algum dissidente que importa controlar? Serão isso tiques da vossa «cultura democrática»?
3. Uma sugestão a esse sujeitinho: que leia, fashavor e se tal não lhe for exageradamente penoso, qualquer coisa como, por exemplo, Para Além da Esquerda e da Direita (Anthony Giddens). O conselho é didáctico e pode vir a revelar-se-lhe bastante útil.
Rogo-lhe finalmente, que não se ponha com as infantilidades do costume a dizer que «isso é terceira via, blá, blá, blá, e que o Estaline vem-nos buscar, blá, blá, blá».
Que esse senhor passe bem e acolha com humildade as sugestões que generosamente lhe dirijo.
17 de fevereiro de 2005
O eleitor indeciso
à tout propos (133)
A memória de Nuno Rogeiro
O famoso e imparável enciclopedista português Nuno Rogeiro, assina um texto – Nada Disto aconteceu – no DN, no qual recorda aos portugueses alguns episódios da governação PS.
Para além do evidente mérito da memória, este eminente e galopante «intelectual postador de pescada» tem igualmente a destreza da leviandade. Mas eu também! Por isso, sem recorrer a arquivos e escrito em 22 minutos, contribuo também com o meu chorrilho de factos, apesar de não dispor como ele, de direito de antena.
A saber
- Aumento vertiginoso do desemprego com o seu apogeu (até ver) em Dezembro de 2004;
- Saída de capitais para o exterior, nomeadamente através da deslocalização desenfreada de empresas;
- Incapacidade em conter (pelo menos) o défice das contas públicas, mesmo com o recurso a receitas extraordinárias e aumento de impostos directos como o IVA;
- Análise negra do estado da economia pelo mesmo Cavaco Silva e por diversos economistas nacionais e estrangeiros;
- Perda acentuada de poder de compra dos portugueses;
- Análise negra do estado da política por Cavaco Silva, Freitas do Amaral, Pacheco Pereira, Mário Soares e outras personalidades, alinhando todos no mesmo diapasão quanto à escandalosa incompetência dos actuais governantes;
- Alienação ao desbarato do pouco património imobiliário do Estado que resta;
- Polémica risível e absurda em torno do «Barco do Aborto»;
- Total desrespeito pelas deliberações da ONU e a vergonhosa posição assumida na «Cimeira da Guerra» (Base das Lajes);
- Planos de combate à evasão fiscal assentes na teoria da isenção fiscal…
- Continuação das ligações perversas ao mundo do futebol, envolvendo maioritariamente autarcas e militantes sociais-democratas;
- Afastamento da magistrada responsável exactamente pela condução dos processos relativos à perversidade do mundo do futebol;
- Rejeição da co-incineração sem esboçar uma alternativa técnica, económica e socialmente equilibrada;
- Quedas sucessivas de ministros e episódios lamentáveis como a colocação dos professores, a assunção do «Estado Católico», o agravamento das listas de espera nos hospitais, as contas no estrangeiro em nome de sobrinhos taxistas, os anúncios delirantes como a ida de professores para os tribunais, desconcentração circence de algumas Secretarias de Estado; duplicação do número de guarda-costas em relação ao anterior Primeiro-Ministro e generalização despesista de polícias e seguranças pelos diversos ministérios;
- Tragédias sucessivas no combate e prevenção de incêndios, em parte devidas ao desinvestimento em limpeza de matas, vigilância e coordenação de meios; aumento do número de mortes nas praias, acompanhado dos cortes orçamentais na vigilância das mesmas;
- Insistência na construção do Túnel do Marquês, «contra ventos e marés», desprezando os pareceres técnicos e dispensando a elaboração de um estudo de impacto ambiental;
- Tentativas de ingerência na RTP, na Assembleia Geral da CGD, na TAP, Cruz Vermelha Portuguesa, etc.;
- Agravamento inclassificável nas contas municipais da capital, seguido de desresponsabilização;
- Filosofia de miséria na RTP, levando o serviço público à quase morte, apenas adiada pela mobilização de jornalistas e sociedade civil;
- Expectativas de aumento do interesse dos cidadãos pela política, mobilizados para correr com o actual governo (o desinteresse, Sr. Rogeiro, é transversal às várias democracias, como o Sr. bem sabe, mas escamoteia);
- Tentativa dissimulada de calar comentadores políticos incómodos;
- Deserção imperdoável de um Primeiro-Ministro mandatado por 4 anos pelo povo português, após a derrota nas eleições europeias;
- Estado geral de guerra civil dentro do Governo (com sucessivas apunhaladas), demissão de ministros, vítimas de traições e intrigas palacianas.
Enfim, nada disto foi um sonho… E a minha memória não é, decididamente tão boa como a de Nuno Rogeiro.
«Não penses muito que te cansas» (ARV) Filantropo alentejano e contas não são o meu forte.
16 de fevereiro de 2005
Este homem está sempre a facturar
Nem com um pouco de sal...
15 de fevereiro de 2005
14 de fevereiro de 2005
Ainda os esclarecimentos eleitorais
O comentário, que passo a citar, reporta-se àquilo que o seu autor denomina a falácia do voto útil:
«O voto é sempre útil. Se votas num partido que não vai ter representação parlamentar, também é útil. É útil à democracia, porque estás a contribuir, ainda que de forma limitada, mas efectiva, para a pluralização da vida política. Significando aumento da participação cívica e ampliação do espectro político-partidário, o voto tem sempre um carácter qualitativo de enriquecimento e utilidade para a democracia»
Com efeito, o autor toca num aspecto fundamental, o da cidadania activa e consciente. Não pretendo ser mal interpretado com a afirmação do voto «desperdiçado», que, admito estar associada ao voto útil. Por isso ressalvei com as motivações ideológicas que vão legitimar exactamente o pluralismo falado e em que a nossa democracia assenta constitucionalmente.
Quando falo em voto «desperdiçado», refiro-me unicamente à conversão de votos em mandatos, uma vez que apesar de não conseguir a eleição de deputados, um pequeno partido como o BE conquista – e isso é notório – cada vez mais eleitorado de eleição para eleição. Por isso, coloquei entre aspas o termo «desperdiçado», porque de facto não é!
O voto é realmente útil e de tal forma que é bem possível que em 20 de Fevereiro, o BE consiga eleger deputados por outros círculos eleitorais para além de Lisboa e Porto.
Todos estes contributos são acolhidos com satisfação. Faço apenas um reparo, em jeito de lamento, que tem que ver com o facto de não serem os partidos políticos os primeiros a assumir a sua função informativa e pedagógica.
13 de fevereiro de 2005
à tout propos (132)
12 de fevereiro de 2005
Hanno stato bravissimi

11 de fevereiro de 2005
em de-talhe
à tout propos (131)
em de-talhe
10 de fevereiro de 2005
8 de fevereiro de 2005
Entre Évora e Leiria: esclarecimentos eleitoriais
Recorremos a dois casos concretos que permitirão exemplificar como se processa a distribuição de mandatos: Évora e Leiria nas legislativas de 2002.
Mas antes de analisarmos aqueles aspectos mais práticos, importa clarificar um punhado de princípios básicos, nos quais assenta, grosso modo, o nosso sistema eleitoral.
1. Em primeiro lugar, convém recordar que, nas legislativas, cada um de nós vota para eleger deputados à Assembleia da República e não para eleger um Primeiro-Ministro ou um Governo. É o Presidente da República quem nomeia um governo, após proposta da Assembleia da República.
7 de fevereiro de 2005
à tout propos (130)
Choveu!
Gémeos falsos
6 de fevereiro de 2005
5 de fevereiro de 2005
em de-talhe
Essa é uma excelente notícia, vamos deixar de ver as tias, ciganas, minhotas e os tradicionais «patronex» a carregar toneladas de ouro porque Cadilhe já advertiu que uma das medidas a seguir para resolver a questão do défice deverá passar pela venda das reservas de ouro nacionais.
A parte dificil será reunir cordões, brincos, broches, dentes e cachuchos de ouro dispersos por esse país fora (e nas cuecas no Castelo Branco), porque, por questões de segurança, o Estado português decidiu há já alguns anos, deixar de concentrar as reservas de ouro em caixas-forte...
Mas continuo com a minha opinião no que toca a receitas extraordinárias: o Alentejo daria uma boa maquia...
4 de fevereiro de 2005
em de-talhe
A que sabe a água morna?
Foi desta forma que iniciou o frente-a-frente entre os dois líderes partidários. Como Rodrigo Guedes de Carvalho (um dos quatro jornalistas-moderadores) frisou, esse período serviu para aliviar a tensão acumulada pelos dois, durante os últimos dias. E serviu com uma eficácia apreciável, porque o resto do debate caracterizou-se por ser desenxabido e monótono. A isso não será alheio o figurino «à americana» escolhido, cujo cronómetro negou a possibilidade de debate e talvez também, de raciocínio. Muito americano, de facto.
Debalde, ambos com a lição muito bem estudada, «nem comeram nem deixaram comer»… Repassados os temas dos impostos, das pensões sociais e combate à pobreza e Administração Pública, Sócrates ensaia finalmente a inversão da tendência em falar em circulo, sem concretizar e escudando-se num discurso vago e sensaborão, sem nunca dizer «como fazer». Só quando se começa a falar de emprego é que o socialista consegue ter um discurso minimamente estruturado e concretizador.
Ao contrário de todas as expectativas, Santana apresenta-se melhor informado para o debate (recorrendo aos números) mas sem a vivacidade retórica que o caracteriza e é justamente na temática do emprego que por momentos vacila.
O ambiente (com a co-incineração), o tema dos valores e sociedade, e a vitória nas eleições, devolvem o equilíbrio pachorrento, não adiantando nada de novo. Divergem ligeiramente quanto ao conteúdo de questões como a co-incineração ou o referendo à interrupção involuntária da gravidez, mas na forma, mais não fazem do que ampliar pequenas divergências: um admite fazer um referendo, o outro quer fazê-lo quanto antes; um admite que uma pequena parte dos resíduos sólidos perigosos não têm destino concreto, o outro, a custo, lá justifica que é exactamente para esses resíduos que serve a co-incineração.
Desde o início, Sócrates mostra-se mais confiante, embora tenso e isso vê-se na postura permanentemente erecta e rígida do corpo e mãos. Exagera todavia na responsabilização do actual governo (desta legislatura) por tudo o que é mau neste país, sobretudo em matéria económica. De outra parte, Santana não esconde o desgaste, dando a impressão do aborrecimento e da fartura em ter que conviver com uma morte anunciada.
Encerram, cada qual com o seu discurso livre e Sócrates destaca-se pela boa preparação do texto, enviando uma mensagem positiva e apelando à mudança, no sentido da transmissão de energia aos portugueses e finalizando a sua intervenção com um bucólico «porque acredito nos portugueses e em Portugal». Muito apropriado.
Santana, com à vontade e sem nunca desviar o olhar da câmara, começa por recuperar a declaração de anúncio de demissão de Guterres quando afirmou que o país estaria prestes a entrar no pântano, alertando para o facto de a lista de Sócrates, integrar o mesmo grupo com o qual, Guterres se recusou a continuar. Insiste na sua boa governação enaltecendo as medidas concretizadas e a sua disponibilidade para nunca desistir; o tal que depois de uma rábula no Big Show Sic, anunciava a sua indisponibilidade para continuar na política…
E do debate, o que fica?
1. Dois líderes com reais aspirações que protagonizaram um dos mais pobres frente-a-frente que já vi.
2. A monotonia reflecte a quase ausência de clivagens políticas e ideológicas entre ambos, incapazes de mostrar em que é que são diferentes, onde está a necessidade de mudança. A distância que os separa é tão grande quanto a espessura de uma folha de alface.
4. Longe de serem convincentes, denotaram um de dois aspectos: ou não sabem peva do que estão a falar, ou então guardam-se sabe-se lá para quê.
3 de fevereiro de 2005
Notas antropológicas: tradições e costumes
Direito à indignação, direito ao repúdio
à tout propos (127)
2 de fevereiro de 2005
à tout propos (126)

















