12 de maio de 2006
à tout propos (207)
11 de maio de 2006
Do Senso Comum ao Discurso Científico e o Retorno ao Senso Comum
9 de maio de 2006
O Joio
Esta acção de indignação reflecte um interesse concreto alicerçado na razão instrumental, motivado por argumentos objectivos como as distâncias e eficiência dos serviços. Mas também por argumentos simbólico-emocionais. Qualquer um, desde logo discutível. Porém, é precisamente a esse plano que a acção visa posicionar a decisão. Torná-la discutível, como é natural em democracia.
Em Évora, o caso do «pombal» agora completamente descascado [ao ponto de ser indistinguível o ground zero daqueles resquícios de parede a soçobrar] não foi objecto de uma providência cautelar ou de uma manifestação de indignação, porque não há cidadãos como em Barcelos ou em Elvas [há ou não há?...].
Ao que parece, em Évora como no resto do país, corre a indignação nas veias das pessoas. Nos cafés, em blogs, em esquinas ou mesmo nos barbeiros. Gente cheia de sangue na guelra. Mas só na guelra, porque ao que parece também, a noção de «Estado» e «erário público» são realidades longínquas, vagas, menores e despreocupantes. Viveremos afinal a opulência do séc. XVIII…
As providências cautelares interpostas por cidadãos contra o encerramento das maternidades, são uma resposta contra o sentimento de impunidade reinante entre a classe política portuguesa, que tudo decide como se não tivesse que prestar contas à população que a elege. É isso a democracia representativa e não uma carta branca para governar.
Os políticos são meros executantes da acção política e não estrelas de Hollywood. As políticas podem ser mais ou menos adequadas mas certamente deverão ser objecto de ponderação. Por isso mesmo, há decisões que devem ser deliberadas e confirmadas pelas assembleias municipais. E o que são estes órgãos? Nada mais do que o povo representado. Uma vez mais. Claro que os membros à Assembleia Municipal conhecem inequivocamente os munícipes que os elegem. Os últimos até lá vão a casa jantar… Se trouxerem o jantar confeccionado, claro…
Em Évora, foi-se o trigo, ficou o joio. E está para durar pois dos insignes agiotas, bem-falantes e intelectualóides eborenses, pouco se pode esperar a não ser uma promoçãozinha como manda a puta da lei.
8 de maio de 2006
Pensa Nisso!...
A Formiguinha
Um homem do aparelho partidário e da retaguarda só poderia defender uma solução que se lhe apresentasse como a menos hostil [há largo tempo que se mostra partidário do alargamento democrático às chamadas «bases»], na obtenção de votos dentro do partido. E este posicionamento não secunda tanto o alargamento da participação aos que não vão aos congressos, como a adaptação a um perfil concreto: o trabalho de formiguinha entre as tais «bases» do PSD, ou seja, as várias capelas distritais. Em surdina, na penumbra, recatadamente.
À sua própria imagem, o trabalho de formiguinha, em detrimento da sedução pelo carisma, fotogenia e capacidade de comunicação, cruciais nos congressos. Tudo o que Marques Mendes não tem.
5 de maio de 2006
E Tudo o Lugar Mudou...
Mas alguma coisa mudou e agora, desde que regressou à reitoria, faz-se novamente conduzir por um motorista. Antes, era manifesta a habilidade para conduzir com estilo e velocidade, agora…. agora a posição é outra e as mãozinhas desocupadas optam pelo sossego do bolso… sabe-se lá de quem… quem paga.
4 de maio de 2006
Aceito Copular com Fémeas Férteis Para Efeitos de Reprodução e Isenção Fiscal
Deixou de ser uma opção, e em contrapartida a decisão de reproduzir poderia e deveria ser antes, objecto de uma política de incentivo à natalidade.
Deste modo, mesmo que não se deseje ou não se reúnam condições objectivas para ter filhos, os contribuintes serão penalizados pela má conduta de não reproduzir. Ter filhos passa a ser conditio sine qua non para receber a mesma remuneração que o colega do lado. É certo que o colega do lado gasta dinheiro com os filhos. Grande coisa!... E eu gasto com borga, com viagens e com os meus devaneios. Que raios tem o Estado que ver com isso?
Quanto muito, o colega do lado (que passará a ganhar mais do que eu porque assumiu a dura opção de ter filhos), deveria ser considerado um herói por multiplicar a sua unidade familiar e pelos grandiosos serviços prestados à pátria. Deveria pois ver os seus esforços recompensados, à laia das cabeças de gado subsidiadas pelos generosos fundos comunitários. E receber com popa, o colar da grão-cruz-da-reprodução.
Há, porém, aqueles que tentam. E tentam com muita força e regularidade. Diligenciando junto de solteiros(as), casados(as), divorciados(as), casados(as) e até mutantes. Sem resultados práticos, a não ser uma perseguição pelo companheiro, uns sopapos ou o cigarro final pós-coital. Agora sim, percebe-se a complexidade do pensamento de João Paulo II, um visionário que a essa altura – da proibição do uso de contraceptivos – já temia pela bolsa dos portugueses. Terá Sócrates ainda em criança, em confissão ao Santo Padre, dado conta dos seus propósitos?
De qualquer modo, fica desde já um conselho ao governo para aumentar a colecta fiscal (pois é disso que se trata e não de sustentabilidade da segurança social): porque não aumentar a contribuição à Segurança Social, àqueles que não gostam de repolho?
O argumento de que são os nossos filhos quem vai pagar as pensões aqui dos velhotes é absurdo e deselegante. Nada me garante que os 5 filhos do colega do lado não venham a morrer, ser doentes crónicos ou desempregados de longa duração. Agradeço reconhecidamente que os filhos dos outros me paguem a mísera pensão mas por essa ordem de ideias talvez seja mais aconselhável cada um se ocupar do seu quintal e regredir até à fase em que os filhos eram projectados como força de trabalho, como a pensão de reforma dos pais. Nesse caso, desgraçados dos desvalidos sexuais porque não me parece que o aforismo «emprenhar pelos ouvidos» tenha sido considerado nessa aritmética.
Por essa ordem de ideias nem sequer faria qualquer sentido a ideia de Estado. Muito menos a de Estado-Providência. Logo, a ideia de solidariedade social alicerçar-se-ia no vácuo, seria um perfeito logro exactamente porque pressupõe a obediência a um vector calibrador das desigualdades, assente no princípio da solidariedade inter e intra-geracional.
Finalmente e porque de facto é a sustentabilidade da segurança social que está em causa, o alargamento dos activos contribuintes pode evidentemente ser uma das medidas possíveis. Mas há muitas outras: acabar com os luxos e benefícios principescos que animam os altos cargos públicos, estender a contribuição (por níveis de rendimento) aos reformados, aumentar a colecta das contribuições sociais das empresas (são, dizem as más línguas, dois os terços de empresas faltosas), ou simplesmente combater o desemprego.
Há ainda outra que agrada particularmente: promover a imigração qualificada e deixar que esse equívoco genético – o português – se evapore nos anais da história e se extinga para sempre para dar lugar a um homem novo, um homem imperfeito.
3 de maio de 2006
à tout propos (206)
Cagar em Privado

2 de maio de 2006
Até Parece Mal...

Apaziguam fraternalmente a terra fresca,
Revolvida agora por feixes ultravioletas,
Em continuadas marés de flores.
Cabeços tingidos de múltiplas cores,
Registam a intensidade dramática,
De um arrebatamento imedível,
Acirrado pelos aromas a alfazema, esteva e rosmaninho.
Lá fora, pululantes e instintivos,
Os seres acasalam sem razão, febris.
Os jardins clamam por gente,
Alvitram-se ruidosas gargalhadas,
Intempestivos piropos são desprezados com um sorriso nos olhos,
São serenas as brisas que moldam os corpos às sedas esvoaçantes,
E num singular momento,
Abrem-se os semblantes e é escorraçada a carga invernal.
Enquanto isso, umas poucas criaturas encalacram outras muitas, em miseráveis e cinzentos cubículos, colam-lhes enxadas e escopos nas mãos à torreira, confiam-lhes tarefas absurdas e pecaminosas, programam-se necessidades fisiológicas, condicionam-se as vontades. Incute-se-lhes apenas uma ilusão de sobrevivência. O trabalho liberta. Sobretudo as poucas criaturas. Liberta também esses campos, esses jardins, da atrevidota chusma com desejos de primavera…
27 de abril de 2006
Nebulosa Desconexa
26 de abril de 2006
25 de Abril
24 de abril de 2006
Modas...
Na verdade, as modas podem ser incluídas naquilo que os antropólogos, sociólogos, filósofos e outra fauna afim, designam por mimesis ou, mais prosaicamente, imitação. Imitação social, um factor de coesão e assunção de identidades, de estruturação das representações sociais, um classificador dos indivíduos.
Nestes dias temos assistido à profusão de opas protagonizadas por investidores portugueses, saídos dos escombros do torpor e da recessão de ideias. Eis que chegou a moda das opas, um processo de referenciação colectiva. Opas sobre tudo e todos. De repente, não há cão nem gato que não faça ofertas públicas de aquisição. As opas viraram moda, não alinhar significa o ostracismo, a degeneração, o imobilismo, a má imagem. Eu próprio vou promover uma. Sei lá… talvez sobre as forças armadas ou então sobre o Ministério da Educação.
Além do ardiloso gestor que é, Belmiro de Azevedo tem também o dom de criar modas, o que faz dele um criativo, um estilista. Neste caso, estiliza a forma de estar das empresas portuguesas… Oxalá nunca se lembre de transferir todos os seus investimentos para o Bangladesh, pois levará consigo, não um terço do PIB português (como fez Sócrates na sua recente deslocação a Angola), mas 9/10 da «riqueza» nacional.
21 de abril de 2006
Teimosia «Sincopada»
Abanão «Tecnológico»
Na verdade, surpreende verdadeiramente quando se constata que indivíduos como Sócrates se conseguem exprimir com relativa fluência em dois ou três idiomas estrangeiros. Tudo porque começaram somente aos 10. Sem embargo, alguns delatores deste programa de regime sustentam com toleima, à luz dos seus arrazoados pedagógicos, que a “aprendizagem de uma 2ª língua [pode ser susceptível de] bloquear e não permitir consolidar a aprendizagem da língua materna”. Não é pacífico. Mas agora é que é, quando toda a gente falar estultamente o inglês sem continuar a perceber muito bem para que raio serve isso...
20 de abril de 2006
à tout propos (205)
18 de abril de 2006
Sem Significado, Somente Tu

Fernand Léger, The Mirror, 1925
Procuro ver nos olhos e jeitos das pessoas, a sua animalidade intrínseca. A ferocidade segura pelas débeis e culturais pinças da civilização.
O estertor de um olhar rapino,
No esgar faminto ante o alvo titubeante,
A astúcia de um movimento pendular,
Indisciplinadamente belo,
A retracção apreensiva de um corpo sem abrigo ou arma,
Onde o chão não é tingido por fundamentos,
Onde é magna a sobrevivência.
Na sua forma mais cruel e naturalmente antropológica. Despida da pele axiológica emprestada.
A gutural natureza humana.
à tout propos (203)
Com esta medida, teremos no futuro uma população portuguesa duplamente virtuosa porque descontaminada e asceta. Aposto que D. Afonso Henriques jamais teria imaginado tanta glória para um povo, em particular, este.
Ou então, uma premonição do tal devir desértico…
Quanto Vale uma Prega a Mais no Cu?
É assim na Assembleia da República porque sempre assim foi. Ponto.
É assim na Administração Pública porque sempre assim foi. Ponto.
É assim, em suma, na fábrica x, no gabinete y e na escola z, porque sempre assim foi e não se perscrutam razões suficientes para alterar um cómodo status quo, irreflectido, mecânico e irracional.
Mesmo que sejam organizações e entidades modelares do funcionamento da coisa pública portuguesa, cujo exemplo de responsabilidade deveria ser inquestionável. Mas não é.
Este [pobre] grau de compromisso não é mais do que o reflexo de uma disposição orgânica assumida e reproduzida nas organizações, cuja continuidade encontra nas «elites» o seu principal instigador. Ou seja, na própria sociedade portuguesa, nessa grande comunidade de opinion makers… Nas «elites» porque em Portugal as «elites» estão disseminadas até à célula familiar. Neste tugúrio, os cinco minutos de tolerância para uma reunião foram sem problemas, alargados para a hora e meia. Mas este desleixo é tanto mais profundo e inculcado no referencial de responsabilidade luso, quanto alguns dos factores que lhe estão na origem, encapuçando sobejas vezes aquilo que é a gestão perniciosa daquilo que são os interesses e racionalidades instrumentais e o status quo que permitem resguardar: «assim governamo-nos a todos…».
Uma tal referência orgânica que é assimilada num complexo mais amplo de valores, costumes, artefactos, formas de agir, pensar, etc., a que se dá vulgarmente o nome de cultura. Cultura organizacional, cultura cívica, enfim, a cultura de um povo.
É assim… porque é! E porque a motivação para o combater e para nos desembaraçar desta enraizada e religiosa resistência à mudança é residual, incipiente, inodora, incolor e inócua. Para além disso, dá trabalho.
Continuemos pois com os enxovalhanços em surdina pelos cafés, fazendo jus ao adágio popular: «vozes de burro não chegam ao céu». Eles [os que exigem sacrifícios e compromissos das populações que os elegeram] continuarão a faltar às sessões no hemiciclo, a inviabilizar votações, a contornar a lei fiscal, a circular fora dos limites de velocidade previstos no Código da Estrada, a receber favores devidos, a promover clientelismos, a reproduzir nepotismos, a buscar no Estado a auto-promoção e a gozar de privilégios escandalosos.
Tudo isto com a convicção reforçada e alargada de uma impunidade que lhes assiste por direito divino, pela «prega a mais no cu» que pensam ter em relação ao resto da «escumalha» que os elege. Convicção de impunidade.
12 de abril de 2006
à tout propos (202)
à tout propos (201)
O virtuoso é aquele que leva o Outro a aceitar e a desejar ardentemente ser esmurrado pelo primeiro. Mas sempre com moderação. Manda o bom e aconselhável princípio de amor pelo próximo, que quando se chega a casa, «deve-se sempre arrear na mulher, nos filhos, na sogra e no cão (mesmo que seja do vizinho): um homem pode não saber porque arreia, mas eles sabem sempre porque foram arreados».
11 de abril de 2006
à tout propos (200)
… Sobretudo em matéria de direitos humanos e em matéria de corrupção. Se Portugal quer ser também digno desse respeito, só tem que seguir o ilustre exemplo angolano… dizemos nós…
Chefe de Família Condenado por Fumar um SG Ventil à Sucapa
Helena Garrido, Diário de Notícias, 07-04-06
Compreende-se a inquietação do Estado com a saúde pública e com o aumento da despesa em tratamentos de doenças crónicas, provocadas pelo consumo de tabaco. Compreende-se a mesma preocupação por parte das seguradoras, claro.
Faz é pouco sentido proibir o consumo de algo sem proibir o seu fabrico, a sua comercialização e, por arrastamento, as receitas que gera para o PIB português.
Espero sinceramente e para cúmulo destes cuidados maternais, que não me entre pela casa adentro a brigada anti-tabágica com o livrinho das coimas na mão, quando me encontrar sossegadamente a desfrutar de um singelo cigarro depois de um bom jantar (sim, porque manda a racionalidade hedonística, prescindir do restaurante em detrimento do cigarro).
A Lei Seca terá repercussões nos luxuosos bólides dos ministros? Consta que o Código da Estrada não tem...
Na Corda Bamba da Ilusão
Mas pelo menos, ficamos com o consolo de nestas eleições, terem sido a maioria, os coglioni que não votaram no cappo Berlusconi.
10 de abril de 2006
Na Corda Bamba da Des-Ilusão
Por falar em italianos, será mais um desastre para a sua credibilidade colectiva caso o conceito tradicional de «coglioni» – vituperado por Berlusconi para qualificar os eleitores da esquerda – se venha a apurar no final da contagem dos votos (hoje). Por coincidência, os cinco anos del cappo della famiglia, são os que mais produziram intenções de blindagem do poder político às incursões da justiça. Por outro lado, defeito auditivo ou mero preconceito, nunca mais se ouviu falar daquelas mediáticas operações dos carabinieri nos limos baluartes da cosa nostra... Imbecil é que não é.
7 de abril de 2006
Fazer a Vontade ao Hamas
Por outro lado, a decisão da União Europeia pode ser compreensível, caso as ajudas financeiras sejam canalizadas por outros meios, nomeadamente através da ajuda humanitária. No entanto, esse desvio de fundos gera um desequilíbrio nas contas públicas e na máquina administrativa palestiniana. A alta corrupção terá assim caminho para crescer e estender os seus longos braços. É isto que a União Europeia deseja? Talvez o Irão ou um qualquer Sheik dos Emirados Árabes Unidos possa pagar os salários da malta durante uns tempos…
Ao tomar esta decisão, não me parece que a União Europeia demonstre uma boa destreza negocial porque entretanto, já não é com a Fatah que está a lidar. Terá o Hamas, flexibilidade suficiente para acatar sem rodeios, as ingerências da União Europeia? Com esta decisão, a «moderada» União Europeia perde margem de manobra junto da Autoridade Palestiniana. A União Europeia está assim a entregar de bandeja aos radicalistas, a possibilidade de ajudar a alcançar acordos pacíficos e no espírito das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Coisa que poucos até hoje respeitaram…
A confirmar-se a decisão, sem contrapartidas que agradem aos palestinianos, o jogo do gato e do rato vai tender a persistir. Por cima da mesa, a toalha está incólume, mas entretanto por baixo, comandos israelitas e jovens suicidas muçulmanos seguem a sua vidinha porfiada. Um clássico.
A resolução do conflito pela via das armas também não é de excluir, porém, só poderá ser concluída depois de pelo menos uma das partes ter sido chacinada.
à tout propos (198)
Uma Revelação

Contudo, esses canais cilíndricos de ar colorido apresentavam erro. Sistematicamente. No seu interior era possível observar partículas esquizóides em incessante circulação. Bipolaridades incompreensíveis.
As pessoas reunidas e dispostas ao longo da enorme mesa de carvalho, alcançavam diferentes níveis de entendimento entre si, aumentando ou diminuindo o diâmetro dos canais, conforme os interlocutores; e um conjunto de variáveis interconexas. Por vezes, os canais extinguiam-se, pura e simplesmente. Os dela, permaneceram invisíveis, intangíveis pelos restantes, translúcidos e por isso, não verificáveis.
Ao observar esses canais, Gabriela detectou elementos anormais que não podia compreender. Um problema de comunicação em que nem signo nem significado são municiados por atributos partilhados.
Falava-se de uma terceira pessoa, embora com o recurso a diferentes substantivos. Seria uma consciente ruptura que se ensaiava, visando a anulação da padronização a que a nomeada é sujeita. A rejeição da funcionalidade pretendida com a indexação da fisionomia a um nome.
E houve algo que inicialmente não apreendeu. Quando Ana falava ao grupo referia-se à terceira pessoa, adicionando um insondável prefixo ao nome próprio, como que, reclamando deferência para com o ausente sujeito. Ao invés, quando se dirigia a Cláudia, proferia o dito nome sem esse apêndice, tornando-o quase indistinguível. A disciplinada concentração de Gabriela era o factor decisivo, que lhe permitia suspeitar que uma e outra tagarelavam sobre a mesma pessoa. Impressionante, aquela transmutação sensorial operada em Gabriela e no grupo. Como vagas de ondas a rebentar na praia, engolindo tudo à sua volta, para em seguida arrastarem consigo tudo o que hão-de devolver em novo rebentamento.
E Gabriela não compreendeu aquela ruptura empreendida com a adição e a subtracção de um simples prefixo, que nada parecia significar mas cuja inclusão transformava manifestamente a seriedade da conversa. Afinal, os acessórios definiam as pessoas. Na primeira oportunidade, não hesitou em comprar um.
6 de abril de 2006
2040, Odisseia no Deserto
A decisão da execução do plano surge como resultado da debandada dos derradeiros anacoretas em direcção à Hispânia. Em contrapartida, a Ibéria ganha novo fôlego com o previsível afundanço português.
Guerra em Tempo de Paz
4 de abril de 2006
à tout propos (197)
3 de abril de 2006
Nem Matam Nem Moem
30 de março de 2006
Dúvidas Existenciais

A máxima atribuída a Karl Von Klausewitz, segundo a qual a guerra é a continuação da política por outros meios, parece ser honrada pelo calibre dos políticos que ao longo da história, mais poder dispuseram para o que lhes desse na mona. O mal não está naturalmente na política porque a guerra não é mais do que um apêndice alimentado por líderes políticos depravados e perversos, incapazes de o remover a não ser pela via da reprodução do sofrimento alheio. E da sua engorda…
Mas também se diz que as sociedades pacíficas geram frouxos. Serão afinal os políticos, historicamente, bons pastores de rebanhos?
à tout propos (196)
Violentas agressões ou tiros à queima-roupa foram de imediato equacionados. Talvez se tratasse de um trabalho de profissionais, quem sabe ligados à al qaeda ou aos mártires de al aqsa.
Decepcionantemente, as previsões não bateram certo e o desventurado homem terá morrido de morte súbita, possivelmente uma paragem cardíaca.
Aos papagaios, não se pede que pensem. Apenas que falem, e que falem tudo o que foi decorado com tanto sacrifício. Taqueospariu a todos!
29 de março de 2006
Medidas Preventivas do Governo
Sistemas Eleitorais e Determinismos Sociais... Nem à Pazada, Diria Marcuse, se Fosse Vivo...
Se me é permitido o desarrazoado que se segue, debrucemo-nos um pouco sobre a proporcionalidade, tão do agrado das «franjas mais tolerantes» da sociedade. Este conceito visa garantir a representatividade de grupos minoritários étnicos, religiosos e ideológicos nos órgãos deliberativos dos estados, onde pululam os insignes representantes do povo. Mas também proporcionam, em tese, uma acção de controle no respeito pela diversidade da fauna. Uma recusa implícita, portanto, da homogeneização social encaixada à martelada, um indeferimento à integração coerciva, que, também em tese, representam os sistemas maioritários. Tudo isto, apreensível pela mais grossa lente… Como é do nosso costume.
Ora, em rigor, os sistemas proporcionais justificam-se com maior acuidade nas sociedades desconfiadas, onde ninguém põe as mãos no fogo por ninguém, onde grassa o mais engenhoso e torpe calculismo. Ou seja, em quase toda a parte do mundo. Até porque permitem aligeirar as meleitas e os defeitos...
O que é então a democracia, senão uma ortopedia político-cultural aos ímpetos naturais e às degenerações histórico-culturais?
28 de março de 2006
Quem Está Mal, Não se Muda...
27 de março de 2006
Desburocratização, a 1345 Tempos
à tout propos (195)

24 de março de 2006
à tout propos (194)
O Fim?
A ETA caiu exaurida, sem forças foi definhando, após mais de 4 décadas de luta sanguinária. Mas, ao contrário de noutros sítios, nem a ETA baseou a sua existência nas acções puramente indiscriminadas contra alvos civis, nem o governo integrista espanhol cedeu à tentação de regular a sua conduta pelo patamar mais rasteiro, o da lex talionis, isto é, olho por olho, dente por dente. O direito hebraico e a perigosa toleima americana (e outros países) nunca foram muito complacentes com as povoações «hospitaleiras de terroristas», deixando que as represálias se alastrassem até ao decrépito cão da vizinha, cego, surdo e coxo de três patas; mas pouco afortunado por se saciar com um pouco de frescura proporcionada exactamente pela sombra do plátano, onde se abateu um insensível obus…
Em todo o caso, no comunicado havia uma insistência implícita e óbvia, que apelava à necessidade de dar a possibilidade às comunidades bascas para se expressarem acerca da sua eventual autodeterminação e unificação num único estado-nação basco. Palavras de circunstância para deixar a cara lavada ou reivindicação subliminar, o certo é que há muitas feridas por cicatrizar, muitos caminhos a percorrer no sentido da pacificação. Essa insistência não passou despercebida... Mas que se não renuncie à luta, se é essa a vontade colectiva. Esta é a oportunidade para prosseguir, num quadro de democracia e respeito pelos direitos e garantias, isto é, a luta política na defesa dos direitos dos bascos. Sejam integrados ou autonomizados. O importante é que os canais de diálogo e respeito mútuo se mantenham abertos.
23 de março de 2006
De Frustração em Frustração
22 de março de 2006
Too Much Love Will Kill You
21 de março de 2006
Apanhados, Pela Frivolidade
Enquanto isso, a turba estupidificada ri inane a bandeiras despregadas, atolada na sua própria merda e atordoada pelos gases emanados.
Uma Oposição à Mudança do Establishment como Convém
20 de março de 2006
Carneirismo

Esta desconstrução razoável de Helena Matos está porém, na base da sua argumentação tirada a ferros, que assiste à inexistência de legitimidade dos jovens franceses que protestam nestes dias um pouco por todo o país (epicentro dos protestos na Sorbonne), contra o Contrato Primeiro Emprego (CPE). Esta iniciativa legislativa unilateral do governo (sem concertação colectiva com os parceiros sociais), prevê despedimentos sem justa causa dos jovens até 26 anos de idade, durante os primeiros 2 anos de trabalho. Um convite à discricionariedade e arbitrariedade das entidades empregadoras. O argumento do governo é invocado em nome da flexibilização do mercado laboral no primeiro emprego e a pretensa discriminação positiva aos jovens provenientes dos meios sociais mais desfavorecidos. Uma visão, de gabinete, mas uma visão…
Helena Matos conclui o arrazoado, remetendo essa falta de legitimidade dos jovens para a constatação do que considera os verdadeiros e legítimos problemas a enfrentar, ou seja, as condições laborais dos imigrantes, o crescimento do desemprego, a perda de direitos e garantias, etc. Outorgada a legitimidade do protesto por direito divino (em constante comunicação com a autora), Helena Matos deslegitima as acções de protesto dos jovens, acusando-os de alienação relativamente ao mundo que os rodeia. E nalguns casos terá a sua dose de razão.
É incontestável que os imigrantes que arriscam as suas vidas no andaime e em balsas cruzando o mediterrâneo, devem ser objecto da nossa inquieta atenção. É evidente que as degradadas condições laborais e o crescimento do emprego são factores de desequilíbrio social e económico que urge combater.
Contudo, não se trata aqui de olhar para os jovens com especial comiseração e proteccionismo, que exclua os direitos legítimos dos que lutam árdua e diariamente pela sobrevivência. Trata-se, tão-só, de garantir a igualdade de tratamento contratual e de acesso ao mercado laboral, sem que o factor da idade seja um critério decisivo e exclusivo. Justamente esse critério, dislexicamente apontado por Helena Matos como aquele que não se deve sobrepor às condições sociais e profissionais dos cidadãos, em particular, na opressão operada sobre a capacidade de trabalho revelada pelos mais velhos, sempre ofuscados pelo intenso brilho projectado pela atractiva e imaculada juventude.
Mais do que um simples protesto de rua, as manifestações em França (independentemente do aproveitamento feito por facções radicais e extremadas à esquerda e à direita), são uma demonstração da indignação, uma reivindicação de direitos sociais enquadrados no princípio da igualdade de acesso. Um exercício mais-do-que legítimo de cidadania consciente dos seus direitos e deveres. Numa democracia madura e consolidada.
Justamente uma recusa do «carneirismo» que se apoderou da sociedade portuguesa e que envergonhadamente, reconheço que a caracteriza. Dá muito mais jeito aos políticos ter uma sociedade apática, assertiva e sem convicções ou ideias, da qual se possa dispor como e quando se queira. São estes, os «brandos costumes», confirmados e invocados por Helena Matos.
17 de março de 2006
Democracia, Democracias
16 de março de 2006
Arghh

Um único movimento revolveu com denodo o cortinado da janela e o dia mostrou-se. Não só se mostrou como invadiu o quarto de uma claridade abrasiva para as frágeis íris de X, ainda mal acostumadas às partículas em suspensão. As pálpebras contraíram-se. A indecifrável treva até esse momento, adquiriu então formas e contornos coloridos e matizadas pelos dourados influxos de luz matinal. Um dia primaveril, aromático e generoso entrou pelo quarto adentro, misturando-se com o intenso odor a suor e mofo.
A mal consumida beata do último cigarro fumado durante a noite jazia vertical no cinzeiro, atolado de cinza e resquícios de cigarros, fósforos siderados e outros resíduos. X olhou demoradamente em redor, com indiferença e levou a pirisca à boca. Com a mão esquerda tacteou em busca de equilíbrio na aduela da janela e acendeu o que restava do cigarro com a mão direita. Olhou novamente em redor e inspirou profundamente. Uma leve brisa arrepiou-lhe o estômago.
Absorto em pensamentos vãos e inúteis, foi subitamente interrompido por incessantes e nervosas pancadas na porta do seu quarto. Reagiu e acenou com a cabeça à mãe que entretanto entrara, acometida por uma estranha inquietação.
– É verdade, o que se diz por aí? Que és trostkista-cristão?
Permaneceu imperturbável e retorquiu – Não digas asneiras, de onde te veio essa agora?
– Foi o Sr. Eleutério da…
– Não digas mais! Não é o momento oportuno para estarmos a falar dessas coisas. Afiançou. – Não sei de onde veio tal coisa. Fui visto há dias com um tipo que dizem ser trotskista-cristão. Falamos de assuntos normais, de trabalho, é tudo. Somos amigos. Que mal há nisso?
– E o que vai ser da tua vida agora? Interrogou a mãe em choque.
– Não há mais nada a fazer aqui, terei que partir.
– Mas se não és trotskista-cristão, filho, não se pode fazer nada? Toma, fuma um cigarro!
– Nada se pode contra essa gente, sou agora um homem marcado. Este quarto cheira horrivelmente. E partiu espavorido. Sem terminar a beata e sem tomar o pequeno-almoço, em alvoroço e sem norte.
15 de março de 2006
À Bolina
Canibalismo Mediático
Moralmente superior, a classe jornalística portuguesa está assim convencida da sua legitimidade para exibir sem misericórdia e com total desfaçatez, as venturas e desventuras, as vidas e as emoções, explorando-as sem pudor até ao osso. A informação levada para lá dos limites, a informação banalizada e convertida em espectáculo brejeiro e de trazer por casa. Eles, arautos da ética e da deontologia profissional na procura despudorada da sensação hiperforjada.
14 de março de 2006
Invocação

Mark Rohko, Red and Orange, 1955
A MORTA
Se de repente deixares de existir,
se de repente não viveres,
eu continuarei a viver.
Não me atrevo,
não me atrevo a escrever,
se tu morreres.
Eu continuarei a viver.
Porque onde houver um homem sem voz,
ali estará a minha voz.
Onde os negros forem espancados,
eu não posso estar morto.
Quando os meus irmãos entrarem no cárcere,
eu entrarei com eles.
Quando a vitória,
não a minha vitória,
mas a grande vitória
chegar,
ainda que esteja mudo, hei-de falar:
hei-de vê-la chegar, ainda que esteja cego.
Não, perdoa-me.
Se não estiveres viva,
se tu, querida, meu amor,
se tu morreres,
todas as folhas cairão no meu peito,
sobre a minha alma choverá noite e dia,
a neve queimará meu coração,
sentirei frio e fogo e morte e neve,
meus pés hão-de querer levar-me para onde tu descansas,
mas
continuarei vivo,
porque tu me quiseste acima de tudo
indomável,
e, amor, porque tu sabes que não sou apenas um homem,
mas todos os homens.
Neruda, Pablo (1999): Os Versos do Capitão, Porto, Campo das Letras, 105.
13 de março de 2006
"Lugar, Lugares"

Helder, Herberto (2001): Os Passos em Volta, Lisboa, Assírio & Alvim, 53.
Cidadania Activa - Utopia?
Um tal negócio, resultante de um investimento exclusivamente público (até prova em contrário) numa estrutura-infra, em ruínas portanto, a envolver uma concessão de utilização de 25 anos é no mínimo, alarmante. Põe em polvorosa os espíritos mais desatentos. Findo esse período, a referida estrutura-infra – recuperada de raiz – regressa sem mais encargos às famílias proprietárias. Atente-se que não estamos a falar de um imóvel com valor patrimonial especial, porque de facto, do ponto de vista arquitectónico, é a antítese de um Campo Pequeno, por exemplo. Quanto muito, algum valor simbólico, para os marialvas, para um ou outro aficionado e para alguns estudantes universitários, que ali concluíam o triste cortejo anual com uma decadente garraiada. Em todo o caso, o seu valor simbólico encontra-se desde logo, indexado à prática tauromáquica, finalidade para a qual o equipamento só estará parcialmente vocacionado. Os aficionados merecem algo melhor… Tal como os eborenses.
A questão que se coloca é apenas esta: este processo foi objecto de algum estudo de viabilidade, que considerasse a construção em terrenos municipais, de um equipamento municipal similar e com retorno público? Não me parece. Não há conhecimento de qualquer tipo de estudo com respectivo caderno de encargos. Ou seja, tanto quanto se sabe, a decisão foi apriorística. Alguém se lembrou disso, vá-se lá saber em que canto da casa, numa bela manhã de primavera.
A construção de um equipamento similar, de raiz, em terrenos municipais, significaria de algum modo, um encargo mais oneroso para a coisa pública?
Ninguém sabe. É exactamente por haver uma necessidade de clarificação de forma a perceber se a construção nestes moldes é a mais razoável, que surge a figura da providência cautelar. Que seria perfeitamente dispensável se fosse objecto de uma discussão pública. Porque apesar de o sufrágio mandatar políticamente os eleitos, legítimos representantes do povo, não pode todavia significar um cheque em branco.
Independentemente das ligações ou simpatias partidárias, esperar-se-ia um pouco mais dessa elite intelectual eborense que passa a vida em bicos dos pés, aguardando por uma possível migalha, uma eventual palmadinha nas costas. São assuntos da mais elementar cidadania, portanto, transcendem a órbita mesquinha e irracional em que circulam algumas pessoas nos partidos políticos.
Uma maioria na Assembleia Municipal não é, de per si, conditio sine qua non, que legitime toda e qualquer deliberação. Onde estão os grupos de cidadãos, onde estão os vereadores e membros da Assembleia Municipal da oposição? E os que não sendo e não se revêm num determinado modus operandi que não é exclusivo nem do PS nem de qualquer outra força partidária?
Uma Pedrada no Charco
Todavia, numa altura em que o governo não consegue transmitir mais input’s de confiança, eis que surgem o grupo Sonae – primeiro – e o grupo BCP – depois – a aplicar um safanão no marasmo e a dar um sinal de confiança na economia portuguesa. Quando ninguém o poderia prever. Estas iniciativas, são por isso mesmo, uma lufada de ar fresco. Uma pedra no charco.
Telhados de Vidro, Quem os Não Tem?...
Uma Terceira Categoria do Gosto
PS: só há uma possibilidade de ultrapassar o trauma das rodelas de chouriço que consiste em experimentar num local consagrado e… pelo sim, pelo não, jejuar até ao jantar.
10 de março de 2006
Portugal e Progresso
Este discurso, produzido recorrentemente pelas frágeis lentes de observadores estrangeiros (normalmente, naturais dos novos países membros e/ou dos que integram o processo de pré-adesão à UE), remete indubitavelmente para uma imagem desviada que só pode radicar numa representação histórica (errónea) de Portugal, projectada e reproduzida nos seus países de origem: a de um país desenvolvido. Um país de progresso.
Em face disso, arriscaria uma possível imagem veiculada nesses países do Portugal de há 2 décadas (comparativa), como sendo um tugúrio caótico, povoado por tribos semi-nómadas a apascentar gado e que lançariam olhares gulosos sobre um bom naco de carne com um relógio no pulso (simultaneamente, vígaros e machos latinos).
Fora a retórica, progredimos realmente bastante, ao ponto de caminharmos erectos e dispormos de um polegar oponível à mão, como os outros. Isso, meus amigos, é indiscutível.
Rasteiro, Rasteirinho
Mesada Contra o Crime
O escolho não está na bondade da medida, está sim no processo que levou à decisão lunática de gastar 167.5 milhões de euro, sem quaisquer garantias que creditem uma tal decisão (despesismo à grande e à inglesa, país que já sustenta uma boa parte dos inúteis existentes em solo europeu). E esta forma de des-governar é comum, demasiado comum. Para quê financiar estudos e diagnósticos condenados ao escamoteamento pela gaveta, incapazes de resistir aos ímpetos tresloucados, nessa verve «encigueirada» dos políticos?
Além do mais, caramba, não podemos fingir ser cegos... é muito mais convidativo e excitante gamar uma velha pensionista e rezingona, passar umas gramas de coca, espancar um transeunte e acabar a noite a dar umas «trancadas» na babe enquanto se regurgitam restos do jantar. Para não falar da soma irrisória que o governo se predispõe a dar...
8 de março de 2006
Mulher

Ângela Ferreira, Catarina, oil on canvas, s.d.
As muito feias que me perdoem
Podridão
7 de março de 2006
Governo Aumenta as Taxas Moderadoras das Urgências
Com esta medida, o governo pretende pôr termo às filas de espera no interior das urgências, transferindo-as para o mercado negro, onde se amontoarão ambulâncias a discutir preços.
Espectros Sicofânticos
6 de março de 2006
Uma Chatice Nunca Vem Só

Roy Liechtenstein, Interior With Mirrored Wall, 1991
Essa capacidade de síntese e escalonamento é extraordinária, pois ao ordinário chateiam normalmente variadíssimas coisas que competem entre si pelo protagonismo, impedindo coroar uma com o troféu do «mais irritante». O passar dos anos agrava esta sintomatologia.
à tout propos (193)
MURAKAMI, Haruki (2004): Norwegian Wood, Lisboa, Civilização Editora, 65.
Muito cómodo... Há eventualmente alguns casos semelhantes e afortunadamente para um qualquer investigador, não é necessário romper as algibeiras das calças em busca de ienes...


