26 de outubro de 2009
Primeiro lince-ibérico cedido por Espanha
Novo governo ii
23 de outubro de 2009
Novo governo i
21 de outubro de 2009
Os maus costumes de Saramago
José Saramago acusou a Bíblia de ser um «manual de maus costumes», como se o que lá está contido não fosse um repositório cultural da moral judaico-cristã que o habilita, ao Nobel, a produzir juízos de valor com base em noções de bem e mal. E como se essa própria moral não tivesse resultado da transcrição das normas e referências axiológicas aceites e encorajadas nas sociedades passadas e contemporâneas a tal transcrição. Persiste o anacronismo que frequentemente está associado à secularização da sociedade, mas essas são outras cantigas... A Bíblia, assim como a Torá (motivada pelos maus costumes dos judeus na Babilónia) e o Alcorão, são códigos nos quais vigora alto nível de simbolismo e metaforismo, podendo dar lugar a variadas interpretações. A de José Saramago é certamente uma. Tal como a de Bento XVI, a dos judeus ortodoxos, a do Patriarca de Moscovo ou a de Bin Laden. As que motivaram as cruzadas ou a Inquisição têm que ser vistas à luz do tempo histórico em que ocorreram. Pelo meio e sem acesso aos meios mediáticos para alardear o que bem entenderem estão multidões de crentes.
Regressando a Prometeu, podemos aqui identificar a exaltação da racionalidade humana (o uso do fogo) por comparação com a irracionalidade dos outros animais. E o castigo de Zeus a Prometeu? Parece mais indiciar um «toma lá disto, para não te armares em espertinho...».
Ora, se os gregos tivessem desatado a reproduzir a conduta libertina e sanguinária dos seus deuses, dificilmente teriam dado ao mundo homens como Sócrates, Platão e Aristóteles. Ou Demócrito, Heraclito, Pitágoras, Diógenes, Solon, Fídias, Homero e Pericles. Nem nós teríamos dado à literatura o José Saramago.
Nota final: defender o multiculturalismo e a liberdade, vituperando a liberdade de outros tem correspondência com integrar as listas de um partido e apelar ao voto em branco. Independentemente dessas incoerências, Saramago tem obviamente direito à opinião.
20 de outubro de 2009
Futebol dá de comer a muito mais gente do que o vinho
19 de outubro de 2009
Sociologia online...
Biografia de um paraquedista
18 de outubro de 2009
GRANDE!
16 de outubro de 2009
A conspiração anti-comunista
15 de outubro de 2009
Início da legislatura
14 de outubro de 2009
A emenda pós-autárquicas
Deplorável!
13 de outubro de 2009
Tributação das mais-valias em Bolsa
12 de outubro de 2009
Escolas públicas continuam sub-avaliadas?
Autárquicas 2009
*A CDU perdeu 7 câmaras municipais e conquistou 3, resultando num saldo negativo de 4 câmaras.
Informação adicional, motivada pela necessidade de clarificação na sequência de um comentário a este post
(12/10/2009 - 15:00)
9 de outubro de 2009
Cinema de excelência
Obama vence Nobel por antecipação
8 de outubro de 2009
Síndrome da mão invisível?!
6 de outubro de 2009
Um exercício de duplipensar na SIC Notícias
O estranho caso de Cavaco Button
Governo PS, um caso de osteoporose?
2 de outubro de 2009
Um presente envenenado
Aqui, uma história bem contada.
1 de outubro de 2009
Cavaco tem fé no IEFP
29 de setembro de 2009
O discurso de Cavaco
Uma no cravo, outra na ferradura
28 de setembro de 2009
Eleições legislativas 2009
27 de setembro de 2009
O dia de reflexão foi ontem
26 de setembro de 2009
Uma vitória estrondosa do administrador da TAP
24 de setembro de 2009
Jovens e política: o papel da socialização na participação política [de onze jovens]
23 de setembro de 2009
Governar em minoria relativa?
22 de setembro de 2009
Quem de três, um tira?
20 de setembro de 2009
«Sou poeta, a coerência não é o meu forte»
17 de setembro de 2009
Ingerências
Team work
16 de setembro de 2009
Dizer mal está-lhes no sangue
Que bicho mordeu Domingos Lopes?
15 de setembro de 2009
O que é a democracia?
Os filhos de Sócrates bem o avisaram...
14 de setembro de 2009
Cada um ao seu!?
10 de setembro de 2009
As novas roupas do Kent
8 de setembro de 2009
O rendez-vous suspeito de Luís Amado
Dos britânicos já se esperava que não fizessem finca-pé por motivos éticos e valores morais: se há outros interesses mais apetecíveis, os britânicos não vêem por que não hão-de ser pragmáticos. Aconteceu em 1534 com a «extravagância» de Henrique VIII ao pretender anular o casamento para se casar em segundas núpcias com Catarina de Aragão, possivelmente uma febra muito apetitosa. A pretensão do monarca não foi satisfeita pelo Papa Clemente VII, valendo a separação da Igreja Anglicana de Roma. Aconteceu recentemente, também, com a libertação de Abdelbaset Ali Mohamed Al-Megrahi, o líbio condenado a prisão perpétua pelo atentado em Lockerbie que, em 1988, vitimou 270 pessoas. Desta vez, os interesses petrolíferos na região deverão ter sido razão suficiente para esquecer aquilo que, nesta altura, os políticos britânicos considerarão detalhes e pormenores insignificantes...
Mas do ministro dos negócios estrangeiros português, Luís Amado, confesso que esperava alguma seriedade que, de resto, tem-no caracterizado nesta sua passagem por um governo meio descabelado.
Kadhafi, líder de um regime autoritário [acusado por muitos de favorecer e financiar o terrorismo internacional e homem de um mau gosto memorável] comemorou os 40 anos do golpe de estado que transformou a Líbia numa oligarquia autoritária e popularucha de pendor monárquico.
Se a validade moral do interesse estratégico de Portugal na coutada de Kadhafi não me deixa confortável, não me lembro de nada mais adequado senão reproduzir a sentença proferida pela também socialista Ana Gomes: "a presença de Luís Amado envergonhou-nos (...) não há interesses económicos ou outros que o justifiquem".
Nestas questões não podem existir dilemas morais para o ministro nem para os portugueses! Caso contrário seria lícito aceitar o dinheiro de narcotraficantes ou de organizações terroristas para financiar programas educativos ou o equipamento de unidades de saúde. Salvar vidas com o dinheiro que resulta da matança de outras não é opção.
4 de setembro de 2009
Conspiração ou toleima?
Tenha ou não influenciado a suspensão do Jornal de Sexta, parece admissível a tese de um governo ter suficiente poder para o fazer num cenário em que é o princípio de mercado que norteia as restantes esferas, incluindo a massacrada deontologia do jornalismo.
A oposição, essa, está mais preocupada em explorar e aproveitar politicamente o caso sem que isso a conduza numa reflexão o «polvo» de que falava José Eduardo Moniz em entrevista aos meios de comunicação social.
1 de setembro de 2009
O cabelo da Manela denuncia um certo conservadorismo
30 de agosto de 2009
Chavez na descontra
26 de agosto de 2009
A-gosto
20 de agosto de 2009
Hospital de S. João garante sangue impoluto
Por outras palavras, se um sujeito anda a fornicar com animais do mesmo sexo, reconhecida ou não a sua homossexualidade, é indiciador de um comportamento sexual doentio. Se, entre as mulheres a coisa ainda pode passar por «exploração adolescente e ingénua», no caso dos machos, a homossexualidade é uma prática asquerosa e punível com até 1000 anos a arder no inferno porque o cú foi feito para evacuar e não para fazer as vezes de uma vagina, de uma boca ou de uma mão. De um sovaco, no limite. Quanto muito, nos casos extremos de isolamento, admite-se a relação sexual com uma ovelha, desde que seja do sexo oposto.
Em suma, só aos homossexuais platónicos (os voyeurs, os contemplativos) é autorizada a dádiva de sangue. E, aceite-se, às lésbicas, desde que não incluam aventuras com «auxiliares de prazer», seja mecânico ou manual.
19 de agosto de 2009
Mutatis mutandis
Naif
Provocações pré-eleitorais
Orgulhosamente sós!
Contudo, antes de mais este aprumo vitaliano, já Jerónimo de Sousa (PCP) e Fernando Rosas (BE) se tinham apressado a dizer mais ou menos o mesmo após o «desafio promíscuo» de Ferro Rodrigues, alegando diferenças ideológicas substanciais. E se há atitude que, por enquanto, não se viu nos dirigentes desses dois partidos foi aquela canina posição de bicos dos pés e olhos no poder, seja ele qual for.
17 de agosto de 2009
Caça aos grilos
Recordo que, normalmente, juntava a diversão com a concentração colocada na arte de enganar o bicho. Primeiro, com uma palhinha. Se não resultasse essa técnica da comichão, uma boa descarga de urina haveria de expulsar o artista do seu reduto. Aí, raramente me escapava. O destino dos grilos era invariavelmente o mesmo porque naquele tempo dava-se valor à cantoria, mesmo que fosse ininteligível.
Hoje, sem grilos na gaiola, continuo a dar valor à cantoria.
Ferro e a queda do Carmo e da Trindade
14 de agosto de 2009
A fé do ministro
Mão dura nos canalhas do 31 da Armada
Entretanto, o Procurador Geral da República reza para que algum desses meliantes seja já arguido nalgum dos infindáveis processos de corrupção. Assim, talvez consiga meter alguém na prisão. Se a coisa der certo, sabemos que a PJ está a trabalhar num esquema secreto de produção de provas irrefutáveis para entregar ao Ministério Público: imagens manipuladas no photoshop, por exemplo, com a Fátima Felgueiras a hastear a bandeira da monarquia nos paços do concelho de Felgueiras.
Não tenho paciência
Foda-se! E se fossem úteis?
13 de agosto de 2009
Chuva civil não molha militar!
A passividade dos eclesiásticos é intrigante. Decerto têm algum milagre na manga...
12 de agosto de 2009
As ingerências intoleráveis da ERC
Como é evidente esta reacção fere de morte a garantia de pluralidade e igual acesso aos poderosos meios de comunicação social pelos diferentes candidatos, desvirtuando os critérios jornalísticos e o regular funcionamento do processo eleitoral.
Mas, acima de tudo, esta reacção é reveladora da colonização dos valores democráticos, sociais e profissionais pelo princípio de mercado. Por este andar, a definição das listas passará a privilegiar definitivamente os superstars da «socialite» e dos media em detrimento das competências dos candidatos. E, claro, essa gente faz-se pagar…
Ver Incompatibilidades de campanha
10 de agosto de 2009
Do desperdício de recursos
A Era industrial e a inequívoca complexidade social que acrescentou, com efeitos na super-especialização e na divisão social do trabalho, trouxe outros desperdícios para além daqueles que são massivamente produzidos pela sociedade feliz, conceito posto em circulação nos idos de 60 pelo filósofo americano Herbert Marcuse para designar o conforto material que está, debalde, na base das esperanças emancipatórias prometidas pela Modernidade. E foi por aqui que ficámos, sublinha Boaventura Sousa Santos.
Por conseguinte, ao desperdício material do lado da produção material, do mercado e da satisfação de necessidades primárias, a nossa civilização é também perita em desperdiçar talentos e recursos humanos.
Ao acantonar os indivíduos em compartimentos exíguos [apesar de, nalguns casos, frutuosos] como uma carreira profissional, esta nossa sociedade espera dos indivíduos pouco mais do que o compromisso dos recursos humanos com o processo produtivo, em estrito cumprimento do respectivo programa de treinos a que cada um foi sujeito na escola, no trabalho, no café. E, em muitos casos, sem uma orientação voltada para a qualidade, alternando os ritmos sufocantes das sociedades actuais com aquela sensibilidade medieval que, ainda há dias, era acusada por Paquete de Oliveira quando insinuava que grande parte dos nossos problemas foram criados por essa geração do pós-25 de Abril, mal preparada para lidar com o poder mas com uma capacidade inata para abusar dele e das liberdades entretanto conquistadas, contribuindo para o esvaziamento ideológico que hoje observamos tão amiúde...
Em suma, o que se aproveita dos indivíduos é invariavelmente uma ínfima parte das potencialidades com que foram bafejados por deus nosso senhor. E a culpa não pode ser, evidentemente, das novas gerações. Mas é a estas que lhe cabe arrumar a casa…
O desperdício de recursos tem reflexos na organização burocrática do Estado, um atoleiro convencido de que, à liberdade do sujeito, recordando Alain Touraine, basta um insuficiente consenso sobre a flexibilidade horária, a segurança laboral, os direitos sociais e sobre mais um par de bandeiras desfraldados à vez por sindicados e patronato. Mais, confirmando o seu estatuto de entidade não inteligente, a organização burocrática do Estado, central e local, rege-se segundo a crença «superior» de as regras definidas pela minoria que pastoreia a maioria serem fundamentais para a ambicionada auto-gestão dos serviços. Não são! Nem é para isso que tais minorias são pagas.
Em consequência, a tão alardeada optimização funcional não passa de uma avaliação grosseira dos recursos materiais, de cosmética barata e da incompetência celebrada pelos caprichos e vontades das elites. A exigência cumpre-se com a garantia dos serviços mínimos. E isso é francamente pouco. Como é evidente, a primeira responsabilidade é dos titulares de cargos públicos nos órgãos de Estado. Só depois é que se pode acusar os miseráveis funcionários públicos.
Para consolo de alguns e descanso de outros, há excepções.
6 de agosto de 2009
Hirollywood
Se exceptuarmos o enquadramento militar de Pearl Harbour, o enquadramento civil de Hiroxima, a desproporção de vítimas, as sequelas, a empatia ocidental, o potencial de destruição dos canhões japoneses e de uma ogiva nuclear e a fantasia justiceira/romântica do direito à vingança, é tudo a mesma coisa. «Guerra é guerra», não obstante as convenções que a regulam, instituídas e defendidas pelo mundo dos bons rapazes de que nós, obviamente, fazemos parte. Mas que nem sempre cumprimos, esperando esse compromisso dos selvagens. Fiz questão de lhe fornecer estes novos dados, não esperando porém que contribuíssem para a sua salvação.
Mas esse é o risco de aprender a História Universal pelos filmes de Hollywood e não pelos livros.
Curiosamente, no dia em que se comemoram 64 anos sobre Hiroxima e no dia em que a Secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton exprimiu os seus lamentos sobre a não adesão do seu país ao Tribunal Penal Internacional.










