24 de setembro de 2009
Jovens e política: o papel da socialização na participação política [de onze jovens]
23 de setembro de 2009
Governar em minoria relativa?
22 de setembro de 2009
Quem de três, um tira?
20 de setembro de 2009
«Sou poeta, a coerência não é o meu forte»
17 de setembro de 2009
Ingerências
Team work
16 de setembro de 2009
Dizer mal está-lhes no sangue
Que bicho mordeu Domingos Lopes?
15 de setembro de 2009
O que é a democracia?
Os filhos de Sócrates bem o avisaram...
14 de setembro de 2009
Cada um ao seu!?
10 de setembro de 2009
As novas roupas do Kent
8 de setembro de 2009
O rendez-vous suspeito de Luís Amado
Dos britânicos já se esperava que não fizessem finca-pé por motivos éticos e valores morais: se há outros interesses mais apetecíveis, os britânicos não vêem por que não hão-de ser pragmáticos. Aconteceu em 1534 com a «extravagância» de Henrique VIII ao pretender anular o casamento para se casar em segundas núpcias com Catarina de Aragão, possivelmente uma febra muito apetitosa. A pretensão do monarca não foi satisfeita pelo Papa Clemente VII, valendo a separação da Igreja Anglicana de Roma. Aconteceu recentemente, também, com a libertação de Abdelbaset Ali Mohamed Al-Megrahi, o líbio condenado a prisão perpétua pelo atentado em Lockerbie que, em 1988, vitimou 270 pessoas. Desta vez, os interesses petrolíferos na região deverão ter sido razão suficiente para esquecer aquilo que, nesta altura, os políticos britânicos considerarão detalhes e pormenores insignificantes...
Mas do ministro dos negócios estrangeiros português, Luís Amado, confesso que esperava alguma seriedade que, de resto, tem-no caracterizado nesta sua passagem por um governo meio descabelado.
Kadhafi, líder de um regime autoritário [acusado por muitos de favorecer e financiar o terrorismo internacional e homem de um mau gosto memorável] comemorou os 40 anos do golpe de estado que transformou a Líbia numa oligarquia autoritária e popularucha de pendor monárquico.
Se a validade moral do interesse estratégico de Portugal na coutada de Kadhafi não me deixa confortável, não me lembro de nada mais adequado senão reproduzir a sentença proferida pela também socialista Ana Gomes: "a presença de Luís Amado envergonhou-nos (...) não há interesses económicos ou outros que o justifiquem".
Nestas questões não podem existir dilemas morais para o ministro nem para os portugueses! Caso contrário seria lícito aceitar o dinheiro de narcotraficantes ou de organizações terroristas para financiar programas educativos ou o equipamento de unidades de saúde. Salvar vidas com o dinheiro que resulta da matança de outras não é opção.
4 de setembro de 2009
Conspiração ou toleima?
Tenha ou não influenciado a suspensão do Jornal de Sexta, parece admissível a tese de um governo ter suficiente poder para o fazer num cenário em que é o princípio de mercado que norteia as restantes esferas, incluindo a massacrada deontologia do jornalismo.
A oposição, essa, está mais preocupada em explorar e aproveitar politicamente o caso sem que isso a conduza numa reflexão o «polvo» de que falava José Eduardo Moniz em entrevista aos meios de comunicação social.
1 de setembro de 2009
O cabelo da Manela denuncia um certo conservadorismo
30 de agosto de 2009
Chavez na descontra
26 de agosto de 2009
A-gosto
20 de agosto de 2009
Hospital de S. João garante sangue impoluto
Por outras palavras, se um sujeito anda a fornicar com animais do mesmo sexo, reconhecida ou não a sua homossexualidade, é indiciador de um comportamento sexual doentio. Se, entre as mulheres a coisa ainda pode passar por «exploração adolescente e ingénua», no caso dos machos, a homossexualidade é uma prática asquerosa e punível com até 1000 anos a arder no inferno porque o cú foi feito para evacuar e não para fazer as vezes de uma vagina, de uma boca ou de uma mão. De um sovaco, no limite. Quanto muito, nos casos extremos de isolamento, admite-se a relação sexual com uma ovelha, desde que seja do sexo oposto.
Em suma, só aos homossexuais platónicos (os voyeurs, os contemplativos) é autorizada a dádiva de sangue. E, aceite-se, às lésbicas, desde que não incluam aventuras com «auxiliares de prazer», seja mecânico ou manual.
19 de agosto de 2009
Mutatis mutandis
Naif
Provocações pré-eleitorais
Orgulhosamente sós!
Contudo, antes de mais este aprumo vitaliano, já Jerónimo de Sousa (PCP) e Fernando Rosas (BE) se tinham apressado a dizer mais ou menos o mesmo após o «desafio promíscuo» de Ferro Rodrigues, alegando diferenças ideológicas substanciais. E se há atitude que, por enquanto, não se viu nos dirigentes desses dois partidos foi aquela canina posição de bicos dos pés e olhos no poder, seja ele qual for.
17 de agosto de 2009
Caça aos grilos
Recordo que, normalmente, juntava a diversão com a concentração colocada na arte de enganar o bicho. Primeiro, com uma palhinha. Se não resultasse essa técnica da comichão, uma boa descarga de urina haveria de expulsar o artista do seu reduto. Aí, raramente me escapava. O destino dos grilos era invariavelmente o mesmo porque naquele tempo dava-se valor à cantoria, mesmo que fosse ininteligível.
Hoje, sem grilos na gaiola, continuo a dar valor à cantoria.
Ferro e a queda do Carmo e da Trindade
14 de agosto de 2009
A fé do ministro
Mão dura nos canalhas do 31 da Armada
Entretanto, o Procurador Geral da República reza para que algum desses meliantes seja já arguido nalgum dos infindáveis processos de corrupção. Assim, talvez consiga meter alguém na prisão. Se a coisa der certo, sabemos que a PJ está a trabalhar num esquema secreto de produção de provas irrefutáveis para entregar ao Ministério Público: imagens manipuladas no photoshop, por exemplo, com a Fátima Felgueiras a hastear a bandeira da monarquia nos paços do concelho de Felgueiras.
Não tenho paciência
Foda-se! E se fossem úteis?
13 de agosto de 2009
Chuva civil não molha militar!
A passividade dos eclesiásticos é intrigante. Decerto têm algum milagre na manga...
12 de agosto de 2009
As ingerências intoleráveis da ERC
Como é evidente esta reacção fere de morte a garantia de pluralidade e igual acesso aos poderosos meios de comunicação social pelos diferentes candidatos, desvirtuando os critérios jornalísticos e o regular funcionamento do processo eleitoral.
Mas, acima de tudo, esta reacção é reveladora da colonização dos valores democráticos, sociais e profissionais pelo princípio de mercado. Por este andar, a definição das listas passará a privilegiar definitivamente os superstars da «socialite» e dos media em detrimento das competências dos candidatos. E, claro, essa gente faz-se pagar…
Ver Incompatibilidades de campanha
10 de agosto de 2009
Do desperdício de recursos
A Era industrial e a inequívoca complexidade social que acrescentou, com efeitos na super-especialização e na divisão social do trabalho, trouxe outros desperdícios para além daqueles que são massivamente produzidos pela sociedade feliz, conceito posto em circulação nos idos de 60 pelo filósofo americano Herbert Marcuse para designar o conforto material que está, debalde, na base das esperanças emancipatórias prometidas pela Modernidade. E foi por aqui que ficámos, sublinha Boaventura Sousa Santos.
Por conseguinte, ao desperdício material do lado da produção material, do mercado e da satisfação de necessidades primárias, a nossa civilização é também perita em desperdiçar talentos e recursos humanos.
Ao acantonar os indivíduos em compartimentos exíguos [apesar de, nalguns casos, frutuosos] como uma carreira profissional, esta nossa sociedade espera dos indivíduos pouco mais do que o compromisso dos recursos humanos com o processo produtivo, em estrito cumprimento do respectivo programa de treinos a que cada um foi sujeito na escola, no trabalho, no café. E, em muitos casos, sem uma orientação voltada para a qualidade, alternando os ritmos sufocantes das sociedades actuais com aquela sensibilidade medieval que, ainda há dias, era acusada por Paquete de Oliveira quando insinuava que grande parte dos nossos problemas foram criados por essa geração do pós-25 de Abril, mal preparada para lidar com o poder mas com uma capacidade inata para abusar dele e das liberdades entretanto conquistadas, contribuindo para o esvaziamento ideológico que hoje observamos tão amiúde...
Em suma, o que se aproveita dos indivíduos é invariavelmente uma ínfima parte das potencialidades com que foram bafejados por deus nosso senhor. E a culpa não pode ser, evidentemente, das novas gerações. Mas é a estas que lhe cabe arrumar a casa…
O desperdício de recursos tem reflexos na organização burocrática do Estado, um atoleiro convencido de que, à liberdade do sujeito, recordando Alain Touraine, basta um insuficiente consenso sobre a flexibilidade horária, a segurança laboral, os direitos sociais e sobre mais um par de bandeiras desfraldados à vez por sindicados e patronato. Mais, confirmando o seu estatuto de entidade não inteligente, a organização burocrática do Estado, central e local, rege-se segundo a crença «superior» de as regras definidas pela minoria que pastoreia a maioria serem fundamentais para a ambicionada auto-gestão dos serviços. Não são! Nem é para isso que tais minorias são pagas.
Em consequência, a tão alardeada optimização funcional não passa de uma avaliação grosseira dos recursos materiais, de cosmética barata e da incompetência celebrada pelos caprichos e vontades das elites. A exigência cumpre-se com a garantia dos serviços mínimos. E isso é francamente pouco. Como é evidente, a primeira responsabilidade é dos titulares de cargos públicos nos órgãos de Estado. Só depois é que se pode acusar os miseráveis funcionários públicos.
Para consolo de alguns e descanso de outros, há excepções.
6 de agosto de 2009
Hirollywood
Se exceptuarmos o enquadramento militar de Pearl Harbour, o enquadramento civil de Hiroxima, a desproporção de vítimas, as sequelas, a empatia ocidental, o potencial de destruição dos canhões japoneses e de uma ogiva nuclear e a fantasia justiceira/romântica do direito à vingança, é tudo a mesma coisa. «Guerra é guerra», não obstante as convenções que a regulam, instituídas e defendidas pelo mundo dos bons rapazes de que nós, obviamente, fazemos parte. Mas que nem sempre cumprimos, esperando esse compromisso dos selvagens. Fiz questão de lhe fornecer estes novos dados, não esperando porém que contribuíssem para a sua salvação.
Mas esse é o risco de aprender a História Universal pelos filmes de Hollywood e não pelos livros.
Curiosamente, no dia em que se comemoram 64 anos sobre Hiroxima e no dia em que a Secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton exprimiu os seus lamentos sobre a não adesão do seu país ao Tribunal Penal Internacional.
A vontade, tudo alcança!
Talvez agora se faça luz sobre o mistério de uma mulher e de uma vaca charolesa que, no tempo da fome, deram de mamar à dúzia de famílias que constituíam a pequena comunidade de Aix-la-Seine. Não se sabe ao certo durante quanto tempo durou o prodígio mas é sabido que terminou quando os beneficiários decidiram, em plenário, matar a vaca para ser servida depois da Quaresma. Estima-se que a mulher tenha regressado desgostosa a Paris e sem vontade de produzir mais leite.
Há relatos de tentativas de reconstituição desse estranho caso, invariavelmente conduzidas por um Sr. Parker, botânico e criminologista. Porém, todas fracassaram.
5 de agosto de 2009
Adverbiamente
Pacheco Pereira, no seu canto de opinião na SIC Notícias, a partir do qual desfere ataques cerrados contra a incompetência e saberá ele mais o quê, diria que não foi uma expressão nada feliz e aproveitaria para exibir os seus conhecimentos aprofundados sobre morfologia, sintaxe, fonética, semântica, etimologia e lógica, para sentenciar com uma daquelas frases lapidares: «este é um vil ataque dos incultos para sepultar de vez a língua portuguesa!»
4 de agosto de 2009
3 de agosto de 2009
Os amigos não se lixam uns aos outros
1 de agosto de 2009
Um estranho caso de amnésia
Depois do assédio da comunicação social nos últimos dias, Paulo Campos chegou à conclusão que nos últimos tempos da sua vida tem sido secretário de Estado das Obras Públicas. Também desconhece que foi claramente vítima da gula socialista - a Joana! Não queriam mais nada...
30 de julho de 2009
Depressing
Separar as águas
29 de julho de 2009
Próprio para adolescentes imberbes
23 de julho de 2009
Au delà de la confiance en soi-même...
21 de julho de 2009
20 de julho de 2009
Num mundo troglodita
Mas fico verdadeiramente alterado quando recordo a ignorância de uma estudante universitária há cerca de 10, 12 anos atrás. Mais do que ignorância, a renitência da rapariga em admitir que, historicamente, o «Homem aterrou na Lua», fê-la recuar mil anos, ao tenebroso arcaísmo intelectual da Idade Média. Não era um argumento político que afastava a dita estudante do facto histórico (desmentível ou não). Era, sim, uma troglodita manifestação de ignorância de alguém que, possivelmente, saiu debaixo de uma pedra directamente para uma instituição de ensino superior, na qual, possivelmente também, não lhe foram corrigidas falhas elementares. E isso é que é preocupante [pelo menos para mim, que não faço questão de sair do planeta] porque nos adverte a reflectir sobre como é possível que o sistema formal de ensino dê tantas e cada vez mais borlas a pessoas que o hão-de gerir no futuro...
Come fly with us
18 de julho de 2009
Ensaio sobre o absurdo i

16 de julho de 2009
Filho de ministro
à tout propos (316)
14 de julho de 2009
Para quê, um novo partido?!...
A premissa de partida revelou-se inteiramente errada porque, recordamos, era admissível que aquela candidatura envolvesse um ponto de ruptura dentro do PS e, mercê da base social de apoio que mereceu, era expectável que a ruptura fosse institucional e significasse algo novo. Um novo partido político, por exemplo, mais próximo do marxismo não ortodoxo que está na base do socialismo em Portugal e no mundo.
Mas não, a anunciada ruptura foi eminentemente estratégica e as tomadas de posição que foram sucessivamente assumidas por Manuel Alegre demonstram que o sentido utilitarista prevaleceu sobre o telos ideológico.
O agigantamento da esquerda nas últimas eleições e o avanço da direita ditaram um humilhante resultado para o PS e colocaram os seus dirigentes exactamente onde Alegre queria que estivessem, isto é, sob a periclitante corda bamba que ele, Alegre, julga poder estabilizar. Arauto do socialismo, Alegre lá foi avisando o PS na última semana com maior acutilância do que o costume. E Sócrates entendeu o recado, ao proibir que algum lacaio teça considerações que afugentem o eleitorado que sobra.
8 de julho de 2009
7 de julho de 2009
à tout propos (315)
3 de julho de 2009
Manel Pinho foi promovido

Ao escolher secar potenciais sombras com a escolha de políticos de duvidosa qualidade para ministros, Sócrates arriscou. E Manuel Pinho (aliás, como Vital Moreira, Augusto Santos Silva, Maria de Lurdes Modesto - perdão, Rodrigues - Mário Lino, etc.) fez-lhe a vontade. São célebres as hilariantes e insistentes intenções de suicídio político protagonizadas pelos membros do seu governo. Mas Manuel Pinho foi mais longe e, desgastado por quatro longos anos a ganhar mal, decidiu pedir ali mesmo a sua promoção.
Não obstante, o acontecimento com maior impacto na vida nacional (aquilo do Parlamento é vergonhoso mas habitual) veio directamente do Brasil e da ameaça de Maria João Pires, a pianista que deseja deixar de ser portuguesa e dar o berro do Ipiranga. Uma escolha acertada porque se teme que qualquer dia não restem brasileiros no Brasil. Há que povoar aquela terra. Porque é que acham que o Saramago foi viver para aquela terra desértica e árida no meio do Oceano Atlântico?
29 de junho de 2009
à tout propos (314)
Poder Absoluto
Da aglutinação das palavras demo e kratos resulta a célebre fórmula «governo do povo». Será esta ideia condição suficiente para justificar alterações de humores com repercussões de fundo?
Na democracia representativa, forma de governação mais corrente nas democracias contemporâneas, espera-se que os cidadãos escolham entre propostas políticas alternativas de governação. Mas não se espera que questionem a totalidade do sistema político num determinado momento, sem reflexão e sem conhecimento cabal das consequências que advêm de uma dada decisão permeável à instabilidade climatérica. Em suma, em democracia não se espera que as transformações estruturais sejam decididas pelo povo de forma leviana e irresponsável, a quente, porque está em causa o bem-estar geral das actuais e das próximas gerações.
O poder absoluto não é compatível com as aspirações a modelos de governação democrática, nem nesses países nem em qualquer outra parte do mundo. A esse respeito, o mesmo se pode constatar no Irão, Angola, Birmânia e tantos outros países, alguns deles, ocidentais. Embora o descaramento seja mais refinado no hemisfério norte e também seja aqui que os valores democráticos estão mais disseminados, pelo menos do ponto de vista formal…
PS: Como é evidente, também não são solução as reacções dos militares hondurenhos ou as chacinas de presidenciáveis na Guiné-Bissau. Contudo, são mais coerentes com os respectivos regimes do que se possa imaginar à primeira vista.
26 de junho de 2009
Michael Jackson


A imagem do mulato com ar exótico a segurar o almofadado protótipo de felino acompanhar-me-ia para sempre, obnubilando os extravagantes e controversos episódios que se seguiram na vida de Michael Jackson. Lembro-me de percorrer a capa do álbum com o disco nas 33 rotações, deitado de barriga para baixo na carpete laranja do quarto que contrastava claramente com o luxuoso piso em que Jackson figurava naquela pose descontraída. Procurando perceber o que eram as lyrics e os chorus, aquelas foram possivelmente as minhas primeiras aulas de inglês. Ouvi aquele LP vezes sem conta, alternando-o com o Rio, dos Duran Duran. A pose confiante enfiada naquele olhar cândido (da capa) e, sobretudo, o tigre, transportavam-me para um mundo de sonho só desfeito pelo chamamento para o almoço e pelo teledisco do Thriller, algo impressionável para uma criança de 10 anos.
Michael, o rapaz maravilha dos Jackson Five, o Pelé da música, faleceu esta noite. Inigualável, o rei da Pop, deleitou gerações, deixou uma marca de enorme qualidade (musical, performativa, comercial), acirrou polémicas diversas (da vitiligo às acusações de abuso sexual de menores), suscitou paixões massivas e envolveu-se em intervenções de incontestável beneficência.
23 de junho de 2009
Pérsia Livre ii
"Como é evidente, esta rapariga trabalha a soldo dos americanos com o objectivo de desestabilizar o tolerante e idóneo regime iraniano".
Há quem pense realmente assim e por essa via procure diabolizar os americanos e todo o mundo ocidental. Não se lhes pode negar esse direito. Faz parte de uma formatação mental que não se pode esperar tolerante, flexível ou autónoma. A mesma de que são acusados, com justiça, os agitadores do fantasma comunista.
Fundamental, fundamental, é pressentir que acontecerá a estes jovens o mesmo que aconteceu à geração da Primavera de Praga, cujo sonho seria concretizado vinte e um longos anos depois. O mesmo que sucede actualmente na China, vinte anos depois de Tiananmen. Protestos com esta violência e este tipo de repressão não são artificialidades das sociedades industriais. São próprios de regimes totalitários, aqui designados eufemisticamente por teocracias.
A dignidade humana não pode ser, evidentemente, cúmplice do fanatismo religioso e do domínio absoluto.
22 de junho de 2009
Antes a Chimay...
21 de junho de 2009
Pérsia livre
20 de junho de 2009
As três vantagens de Durão Barroso
A sua segunda vantagem é não ser espanhol, holandês, italiano ou polaco.
A sua terceira vantagem é não ser sueco, finlandês, dinamarquês, belga, luxemburguês, irlandês, grego, hungaro, bulgaro, romeno, estónio, letónio, lituano, checo, eslovaco, austríaco, esloveno, maltês, cipriota.





