RECEITAS EXTRAORDINÁRIAS
Este assunto gastronómico não é certamente o meu forte, ainda hoje sobrevivo com as receitas que a minha boa mãe teve a generosidade de me transmitir quando fui para a Bélgica. E não inovei um milímetro ou especiaria. No entanto, dada a especial apetência pelos partidos políticos por este tema e pela criatividade que têm demonstrado no governo, não me posso evidentemente alhear. Afinal, é essa a minha responsabilidade enquanto cidadão.
Por conseguinte, afirma desta feita o Partido Socialista que não recorrerá a receitas extraordinárias para manter o défice público abaixo dos 3% do PIB. É compreensivel que assim seja, embora esta tomada de posição se me afigure mais como um esgotamento da criatividade do que a garantia de um principio de gestão das contas públicas. Não há muito mais para vender. A Guterres, Durão e Santana, pouco terá faltado para vender as suas almas a um mefistófoles já cansado das promessas de Fausto.
Em todo o caso, modéstia à parte, creio ter a solução. E que tal se vendessem o Alentejo aos espanhóis ou aos franceses?
Com essa maquia resolviam dois problemas: dava para encher o Tejo de pontes, Lisboa de aeroportos e os bolsos de dinheiro; e libertavam os alentejanos do lodo em que nos meteram.
PDF
6 comentários:
muito bom dia sr. varela
antes demais peço desculpa pelas gralhas que assolaram o meu comentário à sua brilhante interveção de ontem,. nomeadamente quando queria dizer: "descascado uma banana". por isso apresento as minhas desculpas.
em relação ao receituário proposto, embora esteja de acordo com a possibilidade da venda do alentejo, não estou muito de acordo com os potenciais compradores. devia ser ponderado o envio do alentejo para a ásia como parte da ajuda humanitária proporcionada por portugal, pois para além de "ficar bem", e de abrir um precedente no que à dita ajuda diz respeito, resolvia uma série de problemas ao país. por um lado livravamo-nos da região que menos contribui para o p.i.b., por outro podiamos ficar nos anais da história por tão misericordioso acto. por falar em misericórdia, podiamos mandar também, como ajuda, o sr. milicias, para coordenar as operações no terreno..
ehh!
baci
Desculpem a intromissão, mas não seria também possível enviar o sr. flau e restante séquito (sr. alexandre varela, sr. manel maria, e margarida). Eu acredito que para miséria já chega a que eles lá têm, mas tentar não custa, não será por mais três ou quatro corpos numa vala comum que eles ficarão pior do que o que já estão. Rogo-vos, no entatnto, que se auto-desparatizem ( ou façam-no uns aos outros, se preferirem) porque aqueles coitados já são assolados por epidemias que cheguem.
Pontapés violentíssimos nos olhos é que eu vos desejo.
Humn... Essa conversa da região que menos contribui para o PIB nacional é, no minimo, uma faca de dois gumes.
O Sr. Flaounaky concerteza não observou a questão de todos os ângulos. Compreenda V. Exa que se o Alentejo fosse vendido, doado ou algo que o valha, a média da riqueza nacional iria subir o suficiente para que o nosso belo País à beira mar plantado, dai em diante, não mais teria direito ao nivel de fundos comunitários que tem mantido o país a boiar à rasquinha!
Teria mais 7589 argumentos válidos para que o Alentejo se mantenha pertença de Portugal, mas este basta, por agora...
Salut
Peço desculpa pelos erros ortográficos.
Depressa e bem, não há quem!
Salut
Mas afinal, Sr. Bandido, não bate a bota com a perdigota. Como é que o Sr. ironiza com a improdutividade do país (e a subsídio-dependência) e em simultâneo opõe-se à «venda, doação ou algo que o valha» do Alentejo, com o argumento de que o país deixaria de beneficiar de fundos comunitários. Explique lá isso aos leitores, fachavor...
Se o Sr. gosta de vinho tinto, como pode defender uma coisa dessas?
Fique vossa excelência sabendo que eu acharia uma óptima ideia. Porém, penso que não haveriam compradores, visto que a resposta seria: «Nem dado».
Mas também poderia haver uma alternativa que iaria no sentido da teoria das vantagens comparativas. Assim, os Alentejanos fariam exclusivamente o seguinte,
Produziriam:
Paios
Chouriços
Pão
Queijo
Lamejinhas
Embalagens de ourelha de porco de vinagrete
Embalagens de conserva de achigãs
Latas de túbaros em molho de tomate
Com tantos recursos e não aproveitam para tornarem-se a região mais produtiva do país.
Porra, é o que eu chamo uma oportunidade perdida.
Enviar um comentário