10 de janeiro de 2005

os deuses também já foram homens

COMUNICADO

Na sequência das eleições legislativas de 20 de Fevereiro, serve o presente comunicado para reafirmar a minha total INDISPONIBILIDADE para participar no governo, seja qual fôr a força partidária que saia vitoriosa da refrega eleitoral.
Não estou disponível, repito, não estou disponível nem para o GOVERNO nem para a ASSEMBLEIA DA REPÚBICA.

Nestes termos, exigo respeito pela minha decisão e que parem de associar o meu nome a listas do Porto, de Bragança ou Coimbra.

ARV, não candidato

5 comentários:

EM ROID HALL disse...

VIVA A LIBERDADE
" A partir do momento em que as revoluções atlânticas - norte-americana e francesa - consagrara, no espírito dos seus agentes e na letra das suas leis, a «livre comunicação dos pensamentos e das opiniões» como um dos «direitos mais preciosos do Homem», a questão da imprensa e do jornalismo, das suas liberdades, garantias e acrescidas funções sociopolíticas tornou-se nuclear para a hagiografia liberal- revolucionária."
Sardica, José miguel, in Revista História III série ano XXII Nº 23 Março 2000 pag.28
" A censura foi um instrumento político do Estado Novo para condicionar a discussão de opiniões e a divulgação de ideias contrárias ao regime. Permitiu-lhe consolidar-se e manter-se no poder. Não foi suficiente, no entanto, para impedir que no fim da II Guerra Mundial se generalizasse a expectativa de que a vitória dos Aliados traria a democracia a Portugal. Para a disseminação desta convicção contribuíram canais não oficiais como os boatos."
Barros, Júlia Leitão de, in Revista História III série ano XXII Nº 23 Março 2000 pag.46

Após uma sequência de pedidos emocionados e guerras atrozes, a Liberdade está de volta. Está de volta para não mais emudecer. Preparem-se os inimigos de EMRROIDHALL pois a vingança cairá sobre as suas cabeças de forma terrível e inesperada.

Sr. Flau, Sr ARV, Sr. Manel Maria, tremei, tende medo , muito medo, nada do que haveis até hoje enfrentado se compara à furía de um lutador pela liberdade enraivecido.

Irmão Bandido Original, estou de volta e pronto para a caminhada final para a vitória. Viva o Bandido Original, Viva Zurogoa

Flaounaky disse...

sr. varela, quero congratular-me com v. exa pelo facto de se apresentar assim tão prontamente como não candidato a coisa alguma. ainda assim, devo dizer-lhe, que é preciso ter cuidado com essa posição, senão vejamos:
1-não era o sr. (desculpem) P. Santana Lopes um não candidato quando lhe saiu, muito antes do natal, ou do bolo-rei, o lugar de PM do portugal dos pequeninos?
2-não era o sr. (ops..) M. Durão Barroso um não candidato, quando um dia, sem ser o seu aniversário, ou sem sequer estar ainda instituída a lotaria europeia, acordou presidente da comissão europeia?
3-não foi o sr. hall um não candidato, quando um dia acordou com o preto Arnaldo com a calçadeira na mão a atacar-lhe o traganho até ao pescoço?
4-não foi a europa do norte uma não candidata, quando esta semana divide as parangonas da imprensa escrita, e os minutos dos horários nobres dos telejornais, no que a catástrofes diz respeito, com a tragédia no sudoeste asiático, acordando como grande candidata à próxima onda de solidariedade do mundo ocidental?
5-não foi o sr. manel maria um não candidato quando há poucos anos, esteve à beira de ganhar o prémio nobel da tolerância?
6-não foi portugal um não candidato, quando hoje foi noticiado que afinal o país de Afonso Henriques não consta na lista dos países mais corruptos?

Bom, esta lista de não candidatos deixa antever, que o facto de o sr. ser um não candidato, só demonstra que o sr. está bastante atento à inversão total e desproporcional que existe entre as não-candidaturas e o alcance de um lugar de destaque em qualquer área.

portanto, saudações sr. candidato varela!

ehh!

Manel Maria André disse...

Sr. Varela

Eu, como o conheço já há um bom par de anos, não esperaria outra coisa da sua parte. Com o decorrer dos anos temos vindo a assistir à degradação progressiva da vida política nacional, o que faz com que os representantes não se revejam nos representados. O descrédito das elites - será que o são? - pode causar aquilo a que o nosso pai fundador chamava de anomia e, por conseguinte, as pessoas ficarão, dessa forma, mais propensas e receptivas a um líder carismático do que propriamente a uma configuração estatal de carácter legalista-racional.

Conhecendo a sua rectidão moral, o seu cumprimento escrupuloso de princípios e derivas não sectárias, nada me surpreende que tenha declinado o convite do POUS para ser cabeça de lista por Lisboa. É desta massa que são feitos os grandes homens, homens virtuosos, não dados a moralismos fáceis.

Com devoção, amizade, veneração,

Manel MARIA.

ARV disse...

Sr. Flaounakis

Registo com apreço as suas palavras e a forma inteligente como me apresentou os seus argumentos. No entanto, agora não dá! O ordenado é miserável e em S. Bento é só cusquice.
Quero continuar a sentir-me útil para o país!


Coisa HALL:

Comigo, as duas faces não pegam... Corno de mefistófoles, larga o corpo desse jovem e instruído mancebo! Jamais e em tempo algum poderia esta coisa falar com propriedade, se não são palavras de veneno o que reconheço nesses vitupérios mascarados.
O escolex da ténia está agarrado ao que resta do cérebro deste belo mancebo, operando uma substituição de massa encefálica por dejectos.

Corpo de Deus, salvai este jovem, em tempos uma promissora flor do Komintern.

ARV disse...

Manel, quase que me fizeste chorar com as tuas palavras. Recordo com um sabor especial, os tempos em fazíamos greves de fome nos corredores da universidade e em que instalavamos bombas nas cadeiras de reaccionários e revolucionários, essas lapas de mútuo acordo.

Manel, rejeitei esse e outros lugares porque não fui feito para passar o dia sentado num gabinete a despachar... whiskeys e secretárias...

...cheias de papel.