O desenvolvimento das sociedades industriais pode conduzir a um maior envolvimento político das comunidades, em alternativa à participação convencional das eleições, da democracia representativa e dos partidos. Isso é comprovado pela emergência dos novos movimentos sociais. Neste caso em particular, impressiona, não uma ruptura com a representação ou os órgãos de legitimidade política, mas sim a rejeição do domínio dos partidos, muitas vezes desenquadrado das necessidades e especificidades locais. É, em parte, uma manifestação de rejeição do «centralismo democrático», o qual está presente no PCP mas também na forma de organização político-administrativa de Portugal (ainda que um pouco mais dissimulada). O epicentro é naturalmente o Terreiro do Paço.
19 de março de 2005
Movimento independente de cidadãos
Apresentação informal da lista de independentes à Câmara Municipal, na ressaca da posição assumida pelo Comité Central do PCP. A exigência pela aproximação ao modelo de democracia directa é bem patente nesta demonstração de cidadania, em que centenas de munícipes convergiram a um espaço que se revelou pequeno, para manifestar o seu apoio a uma lista independente, liderada por Alfredo Barroso.
É neste envolvimento activo dos cidadãos que radica verdadeiramente a ideia de democracia como «governo do povo».
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4 comentários:
Essa mentira não passa em claro!!!
O Sr. Alfredo Barroso perdeu a confiança politica do seu partido (PCP), muito simplesmente porque defende que a água deve ser um produto para ser utilizado com fim á obtenção de lucros financeiros por parte de entidades privadas em detrimento do bem público!
Essa invenção, ainda por cima mal defendida, visto a fraca argumentação utilizada, da centralidade e a eterna desculpa do terreiro do paço, para todos os males, já não serve!
Serve a quem anda desatento!!!
Só tenho pena que a população do Redondo anda mal informada e alinhei com uma pessoa que defende ideias destas.
Tinha V. Exa em outra consideração, mas lido este post das duas uma, ou tambem defende a privatização da água e defende que a água não é, nem deve ser um bem público, mas um mero produto pronto a ser comercializado a quem der mais, ou então está de má fé e estando V. Exa bem informado acerca das verdadeiras razões da retirada de confiança politica por parte do PCP, alinha neste jogo sujo...
Presidentes de câmara que defendem que a água não deve ser um bem público e de acesso universal, existem muitos, mas no PCP nenhum!
E assim deve continuar, pois não são todos iguais.
Fique V. Exa com esse e faça bom proveito, mas repito, só tenho pena que a população do Redondo não saiba a verdade e ande a ser manipulada com jogadas politicas!
A AGUA É UM BEM PÚBLICO, É DE TODOS NÓS!!!
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és...
A água, não só devia ser um bem público como é um recurso escasso. Pessoalmente, defendo um aumento brutal do preço da água, mas isso é outra história...
Ah, já agora, já que o meu amigo tem a tendência em se apropriar de concepções morais, deixe-me dizer que nesse campo - o do «bem público» - o PCP não tem legitimidade para ensinar ninguém.
Mas...???
Eu não sou o PCP!!!
Eu sou o Bandido Original.
Vestigios de saudações mal esgalhadas.
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