21 de fevereiro de 2007

Maus Tratos

Desde que a sacrosanta comunidade legislativa passou a instituir hediondas categorias como os maus-tratos infantis, de súbito pulularam casos destes nas urgências hospitalares, nos tribunais e na imprensa. Trata-se obviamente da outorga formal de um fenómeno que era anteriormente tão difundido quanto tolerável entre as famílias típicas. Só que agora, mediatizado e por isso, condenável. A chapada, bem ou mal aplicada, dá hoje direito a prisão. E tudo o que pareça violento e execrável, excepto os doces, os hamburgers, as playstations, os DVD's e tudo o que possa distrair as pestes de levar um valente açoite. O amor prevalece, não obstante as categorias.

1 comentário:

CHAPLIN disse...

É demais... realmente.

Não há animail algum, mamífero vertebrado que não aplique uma patada, focinhada, barbatanada, empurrada ou qualquer outra "ada" nas suas crias.
Faz parte de um processo, um contínuum, acompanhado da introdução da vocalização, dos códigos de comportamento, da organização grupal, da protecção da sua pp individualidade no meio físico e normalmente só é aplicada mediante a repetição de um erro não desejável ao desenvolvimento do indivíduo e da comunidade. A par e passo com a ternura, os reforços positivos. Nada de novo...

Negamos constantemente o que somos biofísivamente e desconfiamos a cada minuto da maior dádiva que nos foi concedida, a razão. Poderia haver ser mais equilibrado?

Por essas e por outras é que lutarei junto dos "Amigos da Sesta".Até que o sono eterno nos separe... He, he, he

CHAPLIN