3 de janeiro de 2005

os deuses também já foram homens



DA RELATIVIDADE DAS EMOÇÕES
Quem, em circunstâncias normais (muito distantes das vividas por este rapaz austríaco no rescaldo da 2ª Guerra Mundial), se mostraria tão feliz por satisfazer tão humilde desejo?
Infelizmente, os adultos tendem a perder irremediavelmente essa virtude que as crianças conservam: a inocência das coisas simples.
Infelizmente também, não deixaram de ser encontradas esse mundo fora, milhões de crianças em circunstâncias análogas ou comparáveis.

7 comentários:

ARV disse...

Esta fotografia é umas das fotografias que mais me impressionou desde criança (estampada numa enciclopédia de psicologia).
Continua a impressionar.

EM ROID HALL disse...

Meu caro Alexandre Varela, escrevo-lhe unicamente no intuito de lhe dizer, com total frontalidade, que isto é algo que nunca pensei ser possível vir a observar na sua pessoa. Então o meu amigo decidiu começar a publicar fotografias de criancinhas no seu blog e, ainda para mais, falando de emoções e dizendo que esta em particular sempre foi das suas preferidas. Tenha vergonha Alexandre Varela. Faça, o quanto antes , um profundo exame de consciência e poupe-nos às suas sórdidas preferências. O que me diria o sr. se, daqui a cinquenta anos, visse uma sua fotografia, tirada aquando da sua frequência do jardim de infância, publicada na rede com uns dizeres semelhantes aos por si aqui colocados.

Shame on you mister.

Manel Maria André disse...

já que queres comentários, aqui vão alguns.
Quanto à inocência, é mentira que todas as crianças são puras e inocentes, algumas delas são bem más. A ser verdade essa tese, já algum filósofo teria tido a ideia de escrever um tratado político, no qual, defenderia que a sociedade fosse governada por crianças. E para que a maldade no mundo não vingasse e não houvesse possibilidade de revoltas, quando um gajo fizesse 14/15 anos seria submetido a um julgamento sumário, pois as suas actividades conspiratórias decorrentes da sua passagem para a adolescência, logo para a maldade, teria a mais justa das penas, a saber, a execução do desditoso herético com 1 milhão de fisgadas, mil berlindes nos cornos, mas antes disso, furavam-lhe os olhos com pioneses. E assim andaria a justiça no mundo.

ARV disse...

Caríssimo amigo Manel Maria, não sei se o Sr. alinha pelo mesmo diapasão que o Sr. EM ROID HALL, a quem julgo ter esclarecido devidamente. Quanto ao Sr. Manel Maria, importa desfazer um equívoco: em primeiro lugar gostaria de reforçar a ideia de inocência com a ideia de ingenuidade. Em segundo lugar, devo recordar-lhe que o oposto binomial de MAL é BEM e não inocência.

Quanto ao resto concordo que as crianças podem ser cruéis, exactamente porque no seu estado puro. Os adultos também, da forma desprezivelmente consciente e intencional.

ARV disse...

É com enorme tristeza que devo anunciar que EM ROID HALL e Manel Maria são nada mais nada menos os directores deste espaço, por isso, caso não encontrem qualquer inconveniente, posso mudar a imagem da criança, mantendo o texto com a imagem da Madre Teresa de Calcutá. Mas que fique claro que só o farei para preservar o meu posto de trabalho. Se com menos pressão o Marcelo foi forçado a abandonar...

Manel Maria André disse...

Caríssimo Varela

Não se trata de uma conspiração engendrada por mim e por esse senhor Hall, alíás, nunca o vi mais gordo. Só que, por vezes, a obra da providência tem destas desditas e (in)solidariedades cujas re-presentações encontram-se emaranhadas de visões em caleidoscópios repletos de refracção do ponto euclidiano da história. Num desabafo pessoal e homofóbico, peço-lhe, conquanto isso não o perturbe, que não substitua a imagem da criança pela da Madre Teresa, pois jé é tarde e encontro-me mal dos fígados.

ARV disse...

Como tivestes oportunidade de constatar, o meu editor e consultor para as questões culturais, Sr. Manel Maria, na sua magnitude e desporporcional compaixão, flor do comboio dos Justos, decidiu pela não punição deste seu fiel e submisso servo.
Não se volta a repetir!