7 de junho de 2006

Um Gajo tem que se Governar...

Dentre as coisas realmente dignas de ser vistas, poucas há como os espalhanços ao comprido dos arautos da coerência e da virtude. O virtuoso mundo da moral. O esteio da dialéctica e do materialismo histórico como ascese, o fim da história da espécie humana… Costuma o povo dizer que, quanto mais alta a fasquia, maior a queda. (In)felizmente, nem sempre se confirma.

Mas é adorável observar essa elitezinha pseudo-intelectual-revolucionária, portadora daquele comunismo discursivo primário, em circuito fechado, impermeável ao ar e ao mundo das ideias, e inacessível para quem não passou pelas agruras da clandestinidade durante o «faxismo» – muitos eram filhos de burgueses sem grandes coisas para fazer na vida, e trabalhar no campo ao lado do proletariado rural, estava definitivamente fora de questão – essa elitezinha casta, dizíamos, a auferir gordos vencimentos na penumbra, enquanto papagueia publicamente toda a sua indignação com as assimetrias, os «chulos», os vigaristas e os porcos capitalistas, que o sendo, não são hipócritas. A pele de um homem tem sempre dois lados, o de dentro e o de fora...
Tá bem… assim governamo-nos a todos

12 comentários:

ARV disse...

... como se não chegassem esses matulões das pensões de reforma de 10 000 € ao fim de 2 anos, também temos que gramar com os seus principais críticos. Uma reinação...

Anónimo disse...

E os políticos? Querem é todos poleiro.

Anónimo disse...

Há alguma incompatibilidade em ser comunista e ter um bom vencimento? E o mérito individual? O problema é que são sempre os mesmos a mamar e quando aparece um diferente são logo apontadas as peças de artilharia. Para que os privilégios não acabem. E quanto às questões morais, a idoneidade não se encontra certamente nos outros partidos, o PCP é o que é por causa da força dos militantes e da contribuição que cada um dá. Nos outros partidos, cada um vai lá roubar o que poder. Reaças.

Anónimo disse...

E digam lá se passados mais de trinta anos não continuamos a ser um país de salazarentos reçaibiados, que vemos perigosos comunistas em cada esquina.

Que pena não conseguirmos libertar-nos deste maldito anti-comunismo primário?

Anónimo disse...

Parece-me que o problema não é o comunismo nem os comunistas. O problema são alguns tipos que enquanto berram para todos os lados as suas moralidades, jogam as mãos para onde puderem.

Comunistas «perigosos» há poucos porque poucos são realmente comunistas. Antes fossem. E fossem muitos.

E isto não quer dizer que ostentem uma pobreza franciscana. Álvaro Cunhal tinha origens burguesas - altas - e nunca deixou de viver razoavelmente nem de ser um símbolo da congruência com os seus princípios.

Em contrapartida, há-os que são insuportáveis, apenas pelos telhados de cristal das suas casas.

Filipe Pacheco disse...

Que verve, que telos! Quando alguém se propõe a questionar a esquerdalha anquilosada e paralítica é logo apelidado de fascista. Em boa hora me safei dessa região dicotómica, dos comunas e dos fascistas, dos talassas e dos vermelhos.

E agora nem vale a pena trazer para este espaço (que nem sequer é meu) aquilo que fizeram há um ano da forma mais ressabiada (em bom português é assim que se escreve) e rasteira num espaço que era o meu. Porque, se da outra vez me estava a cagar para vocês, agora ainda estou mais. Ainda hoje me dá muita vontade de rir das reuniões conspirativas que aquele pedaço de gente urrava numa mesa perto da casa de banho de um bar. Pelo menos aí eram inteligentes, pois se a diarreia mental é profícua mais vale estarem colocados estrategicamente perto do local para onde a possam evacuar o cérebro - a sanita e, posteriormente, o esgoto.

Um abraço sincero para ti Alexandre.

António Maria disse...

Óh... Pacheco
que elevação de princípios democráticos.
Sabe nós por cá gostamos de nos libertar da caca.

Filipe Pacheco disse...

Toni

Que lhe venham os gazes sempre que pensa é uma coisa. Agora que venha dar a entendê-lo a público sempre que tenta construir um enunciado é algo a que o senhor poderia muito bem poupar-se.

Anónimo disse...

Que verve, que telos! Quando alguém se propõe questionar o que quer que seja logo aparece um pacheco a vociferar, raivoso: "malandros estão a chamar-me fascista."

O senhor em boa hora se safou desta região dicotómica, mas olhe que não chega terá mesmo que se tratar. Vá ao médico, trate-se.

Filipe Pacheco disse...

Anónimo

Agradeço a sua preocupação, mas de mim trato eu. Mais, não é necessário ir a um médico para me orientar segundo as seguintes três prescrições:

1ª Não aturar idiotas anónimos;

2.º Não aturar imbecis anónimos;

3.º Não aturar cretinos anónimos.

Quanto ao resto, espero que passe bem a funcionar publicamente e que vá arrumando com aprumo os seus prosaicos livros da Margarida Rebelo Pinto.

Um bem-haja!

P.S. Pode continuar a tentar, pois até agora não conseguiu provocar em mim mais do que um riso de pena e condescendência.

Anónimo disse...

Não estou para perder mais tempo com:

1º. O idiota do filipe pacheco

2º. O imbecil do filepe pacheco;

3º. O cretino filipe pacheco.

três epítetos que lhe assentam que nem uma luva.

Bem-haja!

E não se esqueça vá ao médico, trate-se!!!

Filipe Pacheco disse...

Neste último caso, quase que apetece dizer: Nhã Nhã Nhã Nhã Nhã Nhã! Mas como isto não é um site de humor eu pergunto-lhe: Em qual das últimas categorias o seu ego não se reviu, ou melhor, o seu super ego? É que à expectativa de todos o considerarem idiota, cretino e imbecil, vossa excelência, por sinal, levanta efusivamente o braço e grita lá bem do ser onde coabita a sua grunhice: "Presente, sou eu"! Mas, pelos vistos, apenas manifesta estes seus predicados em salas escuras, porque isto de dar a cara quando se é estúpido vai lá vai!

P.S.E faça-me um favor, não dê um novo tom às minhas ideias. Utilize as suas, ou o seu entendimento, se é que alguma vez lhe explicaram o que isso é.