7 de janeiro de 2008

Crise nos impropérios?

Vivemos numa época de prosperidade. O desafogo e a fartura é tanta que não há palavra que seja objecto das tradicionais poupanças familiares, não há frase que fique escondida na manga à espera de uma boa ocasião, em particular os mais néscios e vulgares palavrões. Se existe, que se gaste, parecem ser as palavras de ordem. Assim se esbanjam verbos e substantivos deficientemente articulados e jogados ao abandono do lixo. Sobretudo quando não são bem aplicados, pois é natural que o crescimento da injúria gratuita tenda a ocorrer na exacta proporção da vida lixada.


3 comentários:

NachtEldar disse...

Caríssimo ARV:

Efectivamente... Temos dois ouvidos e uma boca. Descartando a necessidade básica da audição estereofónica, não convidará a anatomia a uma maior parcimónia verbal?

Quanto à "segunda ruptura epistemológica", apenas faria sentido numa perspectiva de unidade estético-filosófica entre os meus textos e a obra de um Papus, um Saint Yves D'Alveydre ou mesmo de um Fulcanelli...
Grande abraço.

NV disse...

Olha não devo poder ir ver o JP, neste momento a minha preocupação está em garantir as necessidades básicas da pirâmide Maslow.
Ando a ver se encontro trabalho.
Vamos ver...

Um abraço!

Filipe Cabaça disse...

E para quando uma visita a Lisboa? Podes ficar em minha casa, sendo que este não é um convite apaneleirado.:)