14 de outubro de 2009

Deplorável!

Se a queda de Fátima Felgueiras em Felgueiras inspirou um sentimento de primavera abrilista entre os inúmeros populares que surpreendentemente a apearam («só agora é que chegou o 25 de Abril a Felgueiras»), em Tarouca, as coisas estão muito mais atrasadas. O presidente da câmara municipal daquela terra decidiu transferir unilateralmente de serviço e funções os trabalhadores que publicamente apoiaram a oposição. Isto passou-se no dia seguinte ao acto eleitoral e sem aviso prévio. A «justificação» do plenipotenciário: ele é que é o presidente da câmara e apenas procedeu a reorientações internas no serviço.

Os trabalhadores visados têm agora fortes possibilidades de requerer o pedido de asilo político a qualquer país decente que os queira receber.

16 comentários:

EM ROID HALL disse...

tiveram foi muita sorte de não irem parar à sibéria. como se sabe, os gulags sempre foram mecanismos extremamente eficiente de promoção de consensos...

ruigato disse...

Note que Tarouca é diferente de Arouca.
A noticia da TSF refere o primeiro concelho e não o aqui transcrito

Anónimo disse...

Trabalhadores que apoiaram a oposição serem alvo de represálias?
Foste dar um exemplo do norte do pais, talvez devesses procurar mais perto

Alexandre disse...

Agradeço ao Rui pela correcção do lapso. Será corrigido de imediato.

O anónimo das 19:44 terá certamente conhecimento de casos concretos. Por insuficiencia de fontes pretensamente imparciais [não obstante as próprias peças jornalísticas carecerem em muitos casos de validação da credibilidade], limitei-me a comentar um caso assinalado pela comunicação social.

Como é evidente, as queixas do presidente de Tarouca poderão ser legítimas, na medida em que, por vezes, alguns funcionários têm tendência a confundir os papeis de funcionário e cidadão.

De um funcionário não se espera que boicote as decisões superiores por razões ideológicas. E, para resolver as ilegalidades existe o Tribunal Administrativo, o Tribunal de Contas, o Tribunal Constitucional.

Finalmente, o que é válido para as ilegalidades detectadas por funcionários é válido para as incorrecções identificadas pelo executivo. Para isso, existem procedimentos disciplinares previstos pelo código do processo administrativo e que não passam, seguramente, por decisões absolutistas.

Anónimo disse...

"para resolver as ilegalidades existe o Tribunal Administrativo, o Tribunal de Contas, o Tribunal Constitucional."

Resolver-se-iam se não vivessemos num pais chamado Portugal.

Anónimo disse...

@20:49...deves pensar que no gabão é melhor...

Anónimo disse...

17.30

Nos restantes paises europeus será que assim é?

Anónimo disse...

@1744

No outro dia, a OMS publicou um estudo que dizia, entre outras coisas, que, no mundo, mais de metade das mortes em resultado de acções violentas são suicídios.destes, uma percentagem bastante alargada ocorre em África.

quando será que os começamos a considerar como iguais?

Anónimo disse...

00.38

Quando alguém quer fazer descer salários, diz que no brasil ainda se ganha pior

Quando alguém contesta sobre o sistema judicial em portugal, alguém pergunta se no gabão será melhor

Quando alguém reclama sobre os dois milhões de pobres em portugal, vem alguém e diz que na américa latina há muito mais

São pensamentos destes que não nos fazem evoluir.
Se achas que estamos bem, porque há sempre alguém pior que nós, na minha opinião, é um pensamento um tanto limitado.

São dois milhões de pobres em portugal, agora devemos ser mais, mas segundo o teu pensamento, até podiamos ser os dez milhões, há paises onde há muito mais

Pois o que eu penso é que não devia haver fome, nem em portugal nem em nenhum lugar do mundo; que o sistem judicial de cada pais devia funcionar

Enfim penso que devemos melhorar, evoluir, porque com pensamentos provincianos e reaccionários, decairemos cada vez mais

Anónimo disse...

@ 15:20

Lamento constatar que optou por utilizar o argumento de quem já não os tem. a ofensa. deduzo que se viu forçado a essa "opção" visto que já tinha esgotado todos os Lugares-comuns de que se lembrou.

se bem me lembro, esta "conversinha", começou quando eu respondi a mais um dos seus clichés. aquele em que afirmava que algumas ilegalidades não se resolvem porque vivemos em Portugal. ora, a mim, parece-me que este tipo de opiniões são, regra geral, emitidas por indivíduos que, ou nunca saíram do país, ou, se o fizeram, limitaram-se a ver a paisagem através da janela do autocarro.

a não resolução de algumas ilegalidades não resultam de se estar em Portugal. resultam, isso sim, de, eventuais, deficiências no nosso sistema judicial. quero com isto dizer que a "portugalidade" não pode ser encarada numa perspectiva axiomática de todos os males que nos assolam.

opiniões como a sua, costumo ouvi-la nas tascas ao pessoal que profusamente ingere médias à mesma velocidade que opina sobre tudo.

quanto à questão dos termos de comparação, importa dizer que, uma vez mais, sai reforçada a limitação da sua perspectiva. Pelo que entendo, na sua louca corrida para apanhar os que realmente interessam, aqueles com quem nos devemos comparar (na sua opinião, é claro), podemos esquecer por completo todos os outros. aqueles que, por infelicidade (própria, é claro)nem merecem ser utilizados como termo de comparação. resumindo, retiro das suas palavras que, desde que fiquemos mais "ricos", que o nosso sistema funcione "melhor", os outros (os tais que não contam) podem simplesmente, deixar de existir(morrer à fome ou, como diz o tal estudo da OMS, suicidarem-se, são termos demasiado fortes, por isso optei pela existência").

espero, sinceramente, que se sinta feliz no seu "pequeno mundo" e, uma vez mais, lamento se incomodei o natural percurso dos seus dias

Anónimo disse...

"Pois o que eu penso é que não devia haver fome, nem em portugal nem em nenhum lugar do mundo; que o sistem judicial de cada pais devia funcionar"

parece que esta parte não te conviu ler, não foi?

Anónimo disse...

@ 21:20

Dizes as alarveirices que queres, depois metes lá no meio uma frase feita e pensas que isso faz de ti uma verdadeira madre Teresa.

que já estavas sem argumentos já eu tinha percebido. agora o que eu não esperava era que reiterasses a vacuidade do teu pensamento.

entraste pelo caminho errado e agora não sabes como sair. não te preocupes, acontece aos melhores...tipo dinamarqueses e gentalhada afim.

pensa lá um pouco: se utilizares um sistema de implicações, verás que o teu raciocínio desemboca num atoleiro de contradições.

dorme bem

Alexandre disse...

Apesar de faiscante, esta discussão é demonstrativa da riqueza que as liberdades e direitos garantem em democracia. O post original referia-se à pretensa perseguição movida por um autarca aos funcionários que (nas suas funções? fora do serviço?) publicamente se opuseram ao executivo. Nos últimos comentários, a parte relevante da discussão aflorou as liberdades e garantias asseguradas diferentemente por países dos dois hemisférios numa perspectiva comparada.

Julgo que, a partir daqui, a discussão poderia centra-se na comparação entre autarcas do gabão, de portugal e da dinamarca. É possível que as conclusões possam vir a ser estimulantes. Mas para que resulte séria, teria que versar sobre as variações institucionais (competências, atribuições, sistemas de controlo da corrupção, sistema eleitoral, etc.) e não sobre as performances de três casos concretos para daí fazer extrapolações enviesadas.

Anónimo disse...

@ alexandre

tás a chamar enviesado a quem? ãh?

Anónimo disse...

21.30


Tenho opiniões diferentes das tuas.
Acho que é altura de amadureceres e aprenderes a respeitar quem não pensa como tu.

Lamento que para ti, desde que haja pessoas a viverem piores do que nós, a luta não valha a pena por um mundo diferente, um pouco melhor.

Todos os dias ambiciono e faço para que Portugal seja melhor.

Não é por haver paises onde haja mais pobreza, que eu não me vou revoltar no meu, e dizer basta, quero um pais melhor, sem fome, sem pobreza.

Cada qual pensa de sua forma, e eu penso que a tua é de retrocesso, de encolher de ombros, de passividade, de deixar andar, de cruzar os braços.

Não podiamos ser mais diferentes.

Quando me deito, durmo de consciência tranquila, fiz alguma coisa para melhorar o pais em que vivo.
Tu lá saberás como dormes.

Anónimo disse...

Começas por afirmar que tens opiniões diferentes das minhas, o que me causa alguma estranheza. Estranheza essa que decorre, não tanto do facto de dizeres que temos opiniões diferentes, mas, antes, por considerares que tens opiniões. Isso sim já me parece mais grave. A reprodução de chavões não nos faz ter opiniões próprias. Eu respeito tudo e todos. Os que têm ideias próprias e os que copiam as de outros. Ficas, deste modo, a saber que eu te respeito…

Depois, atribuis sentidos àquilo que eu escrevi que só mostram que deves ter problemas de compreensão. Será falta de formação? Má formação? Ou apenas falta de vista?

Pronto, já vi que és uma pessoa ambiciosa. E, de facto, Portugal está muito melhor desde que começaste a ambicionar. Contínua assim, vais pelo bom caminho…e o país também.


Não posso, no entanto, deixar de me congratular por saber que temos entre nós um revoltoso. Sé é pena que mais ninguém saiba. Se quiseres, fica a ser o nosso pequeno segredo. Ou será apenas um problema de consciência? De não teres percebido, ainda, qual é o teu lugar no mundo?

Sabes, eu já te disse que utilizares expressões do tipo “eu penso” te fica mal. O discurso pode, quanto muito, disfarçar a realidade, não pode, de per se, alterá-la.

Obrigado, obrigado…

Estou a ver que, para além da consciência tranquila, quando te vais deitar, vais também cansadinho de tanto fazer para melhorar o país. Fico contente. Mas, já agora, diz-me só: em que país é que tu vives?