19 de junho de 2005

O triunfo dos magistrados, por Oruele

Acabo de ver uma notícia que me deixou verdadeiramente intrigado. Será certamente um erro de redacção, à semelhança das recentes notícias sobre o arrastão. A ser verdade, não faz sentido.

Alguém me explica porque razão se leva areia para a praia? Quero dizer, no que raio é que os magistrados deste país estão a pensar quando chantageiam o governo,
ameaçando levar o caos aos tribunais? O caos?

Santo deus, em qualquer banca de roupa da feira se consegue encontrar mais facilmente o fio à meada do que num Tribunal deste país. Em que estariam os senhores doutores excelentíssimos professores Juizes Alexandre Coelho e António Cluny a pensar quando proferiram tais afirmações? Se calhar era a forma de dizerem que a sua classe profissional está acima da lei!?

4 comentários:

NachtEldar disse...

Lá vem você com o seu palavreado inconformista... Folgo em reler 1 comentário seu. Não se quer juntar à iniciativa?

Contacte http://assombras.blogspot.com

Cumprimentos.

uselesscells disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
uselesscells disse...
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uselesscells disse...

Caro ARV

Talvez por falta de tempo ou lamentável inércia (talvez a segunda se aproxime mais da realidade), não sou levado a “postar” comentários neste blog, do qual sou assíduo leitor e adepto.
No entanto, por inexplicável impulso, sai da minha atávica sonolência para lavrar este pequeno conjunto de palavras,em jeito de comentário.
Devo em primeiro lugar dizer que considero o teu trabalho, como um dos néctares que alimenta diariamente as minhas “uselesscells”, e ao qual estou a ficar quimicamente dependente.
Parece-me que as “corporações” do nosso país se estão a mover, no sentido de impedir qualquer alteração ao seu “status quo”, o que aliás era uma reacção completamente espectável. O que me choca é o total despudor, a embaraçosa tibiez de argumentos, a incestuosa relação com os “media” (aliás a maior e mais poderosa de todas as “corporações”) com que elas pretendem mudar a opinião pública, e provocar o recuo da despudorada ofensiva.
Para já encenam-se manifestações de Funcionários Públicos (40 ou 50 mil pois o PCP não consegui alugar mais autocarros), descontentes com a perda de “direitos adquiridos”, os Professores marcam-se greves para dias de exames, para a “defesa inequívoca dos seus direitos” (esquecendo-se, como é óbvio dos direitos adquiridos pelos alunos – que aliás são a razão da sua existência); Juízes e Promotores pretendem “lançar o caos” nos tribunais (onde são agentes de destaque e obviamente co-responsáveis pelo deplorável estado da Justiça, do qual agora parecem querer alijar todas e quaisquer responsabilidades), dos Médicos e Enfermeiros esperamos movimentações, pois dos Farmacêuticos já vimos o “filme”. Das outras “corporações” esperamos notícias, pois elas não devem tardar. Não esquecendo, as reacções de determinada Classe Politica, a verdadeira construtora, gestora e protectora de todo o “establishment” corporativo.
Tudo isto era previsível, mas continua a chocar-me, parece-me que o Eng. Sócrates (não fui apoiante da personagem) está a remexer na ferida, com ou sem demagogia, com ou sem habilidade, o que é certo é que está a mexer-lhe, e claro que já se ouve o estertor e o cheiro que começa a chegar-me é nauseabundo (tal é o cheiro do “monstro”), mas temo que seja só o começo.

Será que o “povo” irá ceder à manipulação? Para já o “estado de graça” parece manter-se (vide ultima sondagem). Até quando? Talvez só até ao aumento do IVA…